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Obras incompletas em Votorantim somam mais de R$ 500 mil em investimentos

Obras deveriam ter sido concluídas em 2018
 Foto: Jorge Silva 

Ciclovia não foi concluída na Av. Gisele Constantino

Ivana Santana


 
Um estudo divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) no último dia 04, quinta-feira, apontou que existe uma obra pública atrasada e uma paralisada em Votorantim. O valor inicial dos contratos, investido nas duas obras, somado, chega a R$ 564.486,93. O levantamento, inédito, ainda apontou que existem mais de 1.600 obras públicas paralisadas ou atrasadas no estado de São Paulo que, juntas, representam mais de R$ 49 bilhões em investimentos. Os dados foram colhidos pelo Tribunal entre os meses de fevereiro e março deste ano, quando foram consultados 4.474 órgãos jurisdicionados nos municípios e estado. O painel de obras atrasadas e paralisadas pode ser acessado por meio do link http://bit.ly/2FZpIRw.
De acordo com o estudo, a obra atrasada em Votorantim é de uma “reforma de prédio na Avenida Albertina Nascimento, que vai abrigar diversas secretarias do município”. A contratante da obra foi a Prefeitura e a contratada foi a empresa VG Aços Comércio de Materiais LTDA. EPP. O valor inicial do contrato foi de R$ 316.032,12 e o início da obra se deu em 15 de fevereiro de 2018. Segundo o contrato inicial, a data prevista para conclusão foi em 16 de maio de 2018. O motivo do atraso não foi informado no estudo.
Já a obra paralisada na cidade, segundo o TCESP, é de “implantação de calçada e ciclovia no município, na Avenida Gisele Constantino”. A contratante da obra foi a Prefeitura e a contratada foi a empresa Ney Costa Engenharia e Construções LTDA. O valor inicial do contrato foi de R$ 248.454,81 e o início da obra se deu em 15 de dezembro de 2017. Segundo o contrato inicial, a data prevista para conclusão foi em 15 de março de 2018. O motivo da paralisação, segundo o estudo, foi “deficiências/insuficiências nas informações no projeto básico”.
O artista e arte-educador Felipe José de Souza, conhecido como Felipe Alduino, que tem 22 anos, mora no bairro Vossoroca, em Votorantim, e passa de bicicleta pela Avenida Gisele Constantino pelo menos três vezes por semana. Para Felipe, uma ciclovia faz muita falta no local: “uns dias atrás eu estava andando de bicicleta em uma avenida de Sorocaba que não tem ciclovia, e um carro passou muito próximo de mim. O motorista tirou o braço pelo vidro do carro e me empurrou. Eu fiquei com muito medo de andar na rua sem ciclovia depois disso. E a Avenida Gisele Constantino é uma das que eu mais tenho medo de passar de bicicleta. Por ser uma avenida muito próxima de shopping e supermercados, passam muitos carros por ali, e não tem espaço para a gente passar de bicicleta. E nas calçadas dessa avenida têm muito pedestre, então não dá para passar na calçada ali também. Ou a gente tem que descer da bicicleta ou se arriscar na rua”, comenta.
O artista destaca que a paralisação da obra da ciclovia, que segundo contrato inicial deveria ter sido finalizado há mais de um ano, é muito ruim. “Uma ciclovia ali seria excelente, pois eu teria mais segurança ao andar de bicicleta, que é o meio de locomoção que eu tenho para andar pela cidade. Aquele trecho é muito perigoso para quem anda de bicicleta, que é muito suscetível a acidentes com carros passando por perto. Eu gostaria de poder me locomover de bicicleta com mais segurança”, afirma.
De acordo com a Secretaria de Obras e Urbanismo de Votorantim, “em relação a reforma do prédio está em andamento, com 80% de obra concluída. Quanto a ciclovia, o contrato foi reprogramado junto à Caixa Econômica Federal. A Prefeitura aguarda a liberação para retomar a obra”.
Já a Caixa Econômica Federal informou que “o projeto de implantação de calçada e ciclovia no município de Votorantim foi analisado e aprovado para execução. Contudo, a Prefeitura Municipal informou a necessidade de revisão no projeto. A Caixa declara que a obra no trecho que está sendo reprogramado aguarda a entrega, por parte do município, de documentação para continuidade da análise. O novo prazo para finalização da obra dependerá da entrega dessa documentação. A Caixa ressalta que a obra está liberada nos trechos que não são pertinentes à reprogramação”.

 


Reportagem publicada na edição nº 312 do jornal Gazeta de Votorantim, de 13 a 18 de abril de 2019, página 05.



Veja mais fotos:

  1. Felipe José de Souza - Arquivo Pessoal

  2. Felipe José de Souza - Arquivo Pessoal







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