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Preço do bacalhau teve alta de 20% este ano em Votorantim

Não há grande expectativa de aumento nas vendas em relação ao ano passado, segundo comerciante
 Foto: Fotos Ivana Santana  

Ivana Santana
 
O preço do bacalhau está mais salgado este ano em Votorantim. De acordo com Fernando Lopes, que é administrador de uma loja associada à uma rede de supermercados no bairro Vila Nova Votorantim, o preço subiu cerca de 20% em relação ao ano passado. Por isso, o comerciante diz que não está animado com as vendas e não espera muito aumento em relação ao que vendeu ano passado. “O aumento foi já no preço de custo para nós comprarmos. Por isso, nós tivemos que repassar esse aumento para o consumidor final. Ano passado chegamos a vender o bacalhau na oferta por R$ 26,99. Este ano nós estamos vendendo o bacalhau por R$ 32,99”, ressalta.
“Eu tive uma reunião na sede da Rede Bom Lugar nesta semana, na qual me disseram que os nossos fornecedores estão com pouco bacalhau. Muito bacalhau está parado no porto e só vai ser liberado depois da Semana Santa. Por isso, os distribuidores estão com pouco peixe para venda para esta semana. Como a procura é alta nessa época, o preço aumenta”, explica Fernando.
O comerciante diz que pelo fato de o bacalhau ser um produto sazonal, que o mercado que administra não comercializa o ano todo, a margem de lucro não é muito alta. A maior procura pelo peixe, segundo Fernando, acaba sendo a partir da quarta-feira da Semana Santa. “Nas vendas nós estamos esperando as mesmas do ano passado, não temos muita expectativa de aumento. Os próprios fornecedores me aconselharam a comprar a mesma quantidade do ano passado, a não investir mais. Eu particularmente comprei cerca de 10% a mais do que eu comprei ano passado, então eu espero que eu consiga vender tudo. Mas se eu vender o que vendi ano passado já está bom”, destaca. Somando a quantidade comprada para as duas lojas da rede em Votorantim, Fernando diz que comprou 400 kg de bacalhau.
A aposentada Aparecida Correia, de 64 anos, que mora na Vila Nova Votorantim, diz que não abre mão do bacalhau. Porém, com a alta dos preços, ela acaba comprando uma quantidade menor e completa o almoço da Sexta-feira Santa com outros tipos de peixes mais baratos. “Todo ano eu compro bacalhau. Se você analisar, o preço subiu um pouco, mas está quase a mesma coisa do ano passado. Porque tudo subiu o preço, não só o bacalhau. Mas mesmo que tenha aumentado o preço do bacalhau, todo ano tem que ter, nem que seja só um pouco, para manter a tradição. Se o preço está mais caro, a gente acaba comprando menos, mas compra. Eu costumo comprar meio quilo de bacalhau. Mas além do bacalhau, eu também costumo comprar filé de tilápia”, relata.
Fernando destaca que a procura por outros peixes também tem sido grande este ano. “Eu trabalho com outros tipos de peixes congelados, como camarão, merluza e tilápia. O brasileiro está se acostumando a levar também outros peixes mais em conta, como a merluza congelada. O aumento de 20% no valor foi só no bacalhau, os outros peixes não tiveram aumento de preço. A merluza este ano estamos vendendo a R$ 18,99 o kg. Compramos 1.000 kg de merluza para a Semana Santa este ano”, afirma.
Porém, o comerciante relata que nesta época, há grande procura pelo bacalhau. A aposentada Maria Elizabeth Basso, de 67 anos, que mora na Vila Nova Votorantim, diz que o preço do bacalhau não está pesando no bolso, e que é um investimento do qual ela não abre mão. “Todo ano eu compro o bacalhau. Às vezes eu faço bacalhoada para quatro ou cinco pessoas, mas se não tiver ninguém eu compro e faço só para mim, porque eu gosto muito. Nessa época a gente encontra as melhores mercadorias. Quando eu faço para quatro ou cinco pessoas a bacalhoada eu costumo comprar 2 kg. Eu sempre compro o bacalhau uns dois dias antes, deixo de molho na geladeira com água e na Sexta-feira Santa eu faço a bacalhoada. Iscas de bacalhau também são gostosas, se souber preparar, fica muito bom e é uma boa opção. Vale a pena comprar bacalhau. Eu nem busco muitas alternativas ao bacalhau. A gente come praticamente uma vez por ano, então não pesa no bolso”, conclui Maria.


Reportagem publicada na página 07 da edição nº313, do jornal Gazeta de Votorantim, de 19 a 26 de abril de 2019.



Veja mais fotos:

  1. Aparecida Correia

  2. Aparecida Correia
  3. Fernando Lopes

  4. Fernando Lopes
  5. Maria Elizabeth Basso

  6. Maria Elizabeth Basso







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