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Escolas de Votorantim oferecem atendimento especializado para crianças com deficiência

Cada aluno é trabalhado de forma individual e de acordo com suas especificidades
 Foto: Divulgação  

“Toda criança se desenvolve, tem competências e habilidades. A gente só fornece o caminho para que ela melhore cada dia mais, junto à família, e tenha mais inclusão.” Essa é uma singela explicação de um trabalho que envolve muito mais que isso. A frase é de Maria Gersey Campos Silva, uma das professoras de Atendimento Educacional Especializado (AEE) do Sistema Municipal de Educação de Votorantim que trabalha com os alunos com deficiência, seja física ou mental.

Nesse quesito, a Secretaria de Educação atende 211 alunos com diferentes deficiências, sendo que 68 deles possuem autismo, de acordo com os laudos médicos. Há, ainda, casos de paralisia cerebral, síndrome de down, deficientes auditivos, visuais, entre outros.

De acordo com o secretário de Educação, Tiago Araújo, esse convívio da criança deficiente na sala de aula, com todos os alunos, faz com que ela deixe de se sentir segregada, contribuindo ainda mais para a inclusão. “Temos que estimular os alunos que necessitam de atendimento especial a apresentarem seu melhor desempenho, sem comparações um com o outro. Eles se desenvolvem de forma única, de acordo com suas especificidades”, destaca.

O atendimento educacional especializado atende tanto os estudantes da educação infantil como do ensino fundamental em 14 polos de atendimento. Entre as 54 escolas do município, 35 possuem alunos de inclusão e as aulas acontecem em salas de recursos multifuncionais, onde cada criança é trabalhada de acordo com o plano de adequação curricular.

As atividades do AEE são realizadas em 50 minutos e em duas vezes por semana com cada aluno, no contraturno escolar, nas quais são utilizados materiais adaptados para o melhor desenvolvimento da criança, até mesmo programas em computadores. “Os espaços apresentam mobiliário próprio e materiais didáticos pedagógicos”, ressalta a professora orientadora de oficina pedagógica do AEE, Daniele Aleixo.

No entanto, a maior dificuldade do trabalho das professoras do AEE, conforme conta Daniele, é aceitação da família sobre as deficiências das crianças. “Com o nosso acolhimento, auxiliamos para que os familiares tenham mais aceitação sobre a situação”, conta. “Nosso trabalho é de receber essas crianças, ter sensibilidade, passar a importância do carinho e amor, porque elas percebem muito isso”, resume, destacando também que, para que todo o trabalho aconteça, é fundamental o papel desempenhado pelos cuidadores, que acompanham os estudantes durante todo o tempo em que permanecem no ambiente escolar, seja nas aulas regulares ou nas atividades de AEE.

Nas escolas

Na escola municipal Antonio Vicente Bernardi, no Jardim Archila, um dos alunos de Maria Gersey, professora especialista em psicopedagogia, é Pedro Peres, de 8 anos, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA) e recebe as aulas educacionais especializadas há mais de 2 anos.

Entre as atividades trabalhadas com Pedro estão jogos estruturados para melhora da memória visual e auditiva, sequência de números, privilegiando sempre trabalhar a dificuldade da criança. “As aulas do AEE utilizam as cores, o alfabeto e, além dos jogos específicos, a percepção da criança aumenta na sala de aula. No entanto, são atenções individuais, cada criança necessita de um olhar individual”, explica.

E a melhora realmente acontece. Roselene Costa Araujo, professora de Pedro nas aulas regulares, destaca que a evolução é nítida na questão da alfabetização e interação com outras crianças. “O repertório de palavras dele aumentou bastante e, a partir das aulas de AEE, ele passou a acompanhar nossas atividades de forma mais participativa”, ressaltou.

Quem concorda com a professora e elogia o AEE é a mãe de Pedro, Juliana Peres de Oliveira, que destaca a melhora na socialização do filho. “Agora ele faz amizades, coisa que não acontecia antes. Me disseram que ele está com um amiguinho novo e isso era difícil. A interação e socialização com outras pessoas melhorou muito, ele se comunica mais. Só tenho a agradecer aos professores e à escola pela paciência e dedicação de todos, pois o resultado é extremamente positivo”, finalizou. 

Fonte: Secom Votorantim










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