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Câncer de colo de útero: terceiro tipo mais comum entre as mulheres

Doença silenciosa atinge 17 a cada 100 mil mulheres; saiba como prevenir
 Foto: Imagem Ilustrativa / Divulgação 

 

O exame é simples, não demora mais que cinco minutos. Um leve desconforto e o profissional retira um pouco de células da cavidade uterina da mulher. Mesmo rápido e de certa forma indolor, muitas mulheres ainda não fazem com regularidade o chamado exame Papanicolau, o único capaz de detectar e prevenir o câncer de colo de útero. A prova é que esse é o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de mama e de colorretal. Todos os anos surgem, aproximadamente, 16 mil novos casos.

Diferentemente de alguns tipos de câncer que agem de forma mais agressiva, o de colo de útero é silencioso, com o tumor evoluindo lentamente. Existem basicamente dois tipos de tumor maligno de colo de útero: os carcinomas epidermóides e os adenocarcinomas. Em ambos os casos, há a relação como o HPV, o papilomavírus humano, considerado agente causador.  Apesar de existir mais de uma centena de tipos diferentes desse vírus, somente alguns estão associados ao câncer de colo uterino. “A infecção genital causada por esse vírus é muito frequente e não provoca doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para câncer. Essas alterações são descobertas no exame preventivo de Papanicolau e curáveis quase na totalidade dos casos”, explica Dra. Luciana Bruttos, oncologista clínica do IOS (Instituto de Oncologia de Sorocaba).

Esse fato reforça a necessidade da realização do exame Papanicolau com regularidade, pois a doença pode ser prevenida em 100% das vezes. Mas os números do câncer apontam duas realidades. Primeiro, que muitas mulheres não têm acesso ao teste por viverem em locais de precariedade na saúde. A região de maior incidência no país é a Norte. E, em segundo lugar, que muitas simplesmente se recusam a fazer o exame pelos mais diversos motivos, como vergonha, repressão, religião, dentre outros.

Mesmo com números expressivos da doença, o Brasil tem evoluído no combate. Na década de 90, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva, enquanto, atualmente, 44% são de lesão precursora do câncer, com altíssimas taxas de cura. Na   fase pré-cancerígena, as lesões são classificadas em estágios que vão do I ao IV e quanto mais recentes as descobertas, maiores as chances de cura. “A detecção precoce do câncer é uma forma de diagnosticar o tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento. Dentre os tratamentos disponíveis, estão: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. O tipo de tratamento dependerá do estágio da doença, assim como dos fatores pessoais, como idade e desejo reprodutivo da mulher”, esclarece a médica oncologista clínica do IOS.  

 

Vacinação

Desde 2015, a vacina contra o HPV passou a fazer parte do calendário oficial de vacinação. A partir de então, meninas com idades entre nove e 15 anos incompletos e meninos entre 11 e 14 anos, que ainda não tenham tido a primeira relação sexual, devem tomar a vacina.

A medida foi tomada para expandir a proteção e prevenção nessa faixa etária, com o objetivo de diminuir casos da doença no futuro. Protegendo as meninas do câncer de colo de útero e os meninos dos cânceres de pênis, garganta e ânus, também diretamente ligados ao HPV.          

De acordo com a especialista do IOS, a doença também está relacionada ao início precoce da atividade sexual e a existência de múltiplos parceiros. “A vida sexual da mulher está começando cada vez mais cedo e é importante que ela se cuide”, orienta.  

Estudos do Ministério da Saúde apontam que, atualmente, mais da metade dos jovens brasileiros entre 16 e 25 anos possui algum tipo de HPV. A vacinação é importante, mas o exame preventivo não deve ser descartado, esclarece a oncologista. “Mesmo as mulheres vacinadas devem realizar o exame Papanicolau, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos de HPV. Vacinação e preventivo se complementam”, finaliza.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.oncologiasorocaba.com.br. O Instituto de Oncologia de Sorocaba está localizado na Rua Cônego Januário Barbosa, 238, no Jardim Vergueiro.

 


Fonte: Q Notícia 

 










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