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Greve nacional mudou rotina dos votorantinenses

Protesto foi contra a reforma da previdência e cortes nas verbas da Educação
 Foto: Jorge Silva 

No terminal não houve circulação de ônibus

Ivana Santana

A greve geral em protesto contra a reforma da previdência e cortes na verba da educação, organizada pelas centrais sindicais do país, afetou a rotina dos votorantinenses. A cidade amanheceu sem circulação de ônibus das linhas urbanas e intermunicipais nesta sexta-feira (14). Os motoristas do transporte coletivo pararam em adesão à greve.
A promotora de vendas Maria Valcilene, de 45 anos, que mora no bairro Jardim Serrano, trabalha em um supermercado no bairro Vila Artura, em Sorocaba. Ela chegou por volta das 6h da manhã no ponto de ônibus mais próximo de sua residência, visto que entra no trabalho às 7h. Depois de uma hora e meia no ponto, ela desistiu de esperar o ônibus e ligou para seus colegas de trabalho para tentar conseguir carona.
“Eu sabia da greve, mas achei que uma porcentagem do ônibus ia estar funcionando. Eu até pesquisei antes de sair de casa na internet e assisti televisão, mas não vi nenhuma notícia falando sobre os ônibus de Votorantim. Aí eu preferi arriscar e vir esperar aqui no ponto”, explica Maria.
De acordo com a promotora de vendas, caso não conseguisse carona ela iria para casa, pois a empresa em que trabalha não a reembolsaria caso ela pegasse táxi ou transporte por aplicativo. “É ruim perder o dia de trabalho, mas se a greve é para lutar pelos direitos dos trabalhadores eu acho certo. Eu acho a reforma da previdência ruim, pois acho que o trabalhador vai ter perdas se ela for aprovada”, afirma.
A auxiliar de limpeza Helena Mamedi Santana, de 51 anos, que mora no bairro Vila Nova Votorantim, foi até o terminal para tentar pegar ônibus até a empresa em que trabalha, no bairro Vossoroca. “Eu vim de a Uber até o terminal. Eu saí mais cedo de casa, porque no meu bairro achei que ia demorar o ônibus por causa da greve. Mas achei que aqui no terminal ia ter ônibus. Cheguei aqui 6h35 e vi que estava fechado. Agora liguei para minha supervisora e ela está vindo me buscar de carro para trabalhar”, explica.
Para ela, a greve é prejudicial. “É ruim a greve para quem trabalha. E eu concordo com a reforma da previdência, acho que a reforma é para o melhor”, comenta.
Nossa reportagem percorreu algumas ruas de Votorantim. As escolas municipais, estaduais, creches e Unidades Básicas de Saúde (UBS) pelas quais nossa equipe passou estavam funcionando dentro da normalidade. O comércio e os bancos também estavam abertos.
A Prefeitura Municipal, em nota enviada na sexta-feira (14) pela manhã, informou que “recebeu comunicados dos sindicatos das categorias envolvidas, a respeito do movimento previsto para esta sexta-feira (14)”. A Prefeitura informou ainda, que todos os serviços prestados à população ocorreram normalmente. Até o fechamento desta edição, a Prefeitura não havia informado se houve ausência de servidores.
O Grupo São João, responsável pelo transporte urbano divulgou nota na quinta-feira (13) dizendo que foi notificada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região sobre a paralisação nacional geral nos transportes urbanos, suburbanos, rodoviários, fretamento e de carga. “O ato é de protesto e impede os serviços de transporte do Grupo São João e também de outras empresas. A direção do Grupo São João ressalta que é contra a paralisação”. A empresa informou ainda que “decidiu priorizar a preservação da integridade dos seus colaboradores e passageiros, evitando qualquer tipo de confronto”.
 
Ato nacional
A greve foi convocada pelas centrais sindicais brasileiras contra a reforma da previdência, os cortes de verbas na Educação e o desemprego.
Na região, houve adesão dos sindicatos que participam da Frente em Defesa da Aposentadoria da Região de Sorocaba e que representam os trabalhadores em transportes, metalúrgicos, comerciários, bancários, professores públicos estaduais, químicos, vigilantes, em empresas de vestuário, refeições, da borracha, de papel e celulose, da alimentação e os servidores públicos de Sorocaba e de Votorantim.
O objetivo dos grevistas foi mostrar aos deputados federais e senadores a rejeição da população à reforma da Previdência que está em tramitação no Congresso Nacional. Segundo a Frente, “a reforma acaba com o sistema público de previdência no Brasil ao propor a implantação do sistema de capitalização e a adoção de regras de acesso à aposentadoria não condizentes com a realidade social, econômica e de trabalho da população brasileira. Para as centrais sindicais, o sistema de capitalização significa o fim do direito à aposentadoria”.
A Frente ainda informou que “a greve geral também foi um protesto contra o alto índice de desemprego e a falta de projeto político para reverter essa situação danosa e contra os cortes de verbas na Educação feitos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), que atingem da creche à pesquisa científica, e que irão levar ao fechamento de centenas de cursos, universidades e institutos públicas federais em todo o país, assim como à desconstrução do setor de pesquisa brasileiro”, finalizou por nota.


Reportagem publicada na página 03 da edição nº321, do jornal Gazeta de Votorantim, de 15 a 20 de junho de 2019.



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  1. Helena concorda com a reforma da previdência - por Ivana Santana

  2. Helena concorda com a reforma da previdência - por Ivana Santana
  3. Maria é contra a reforma da previdência - por Jorge Silva

  4. Maria é contra a reforma da previdência - por Jorge Silva







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