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Jogo perdido para o sistema!

Kaká Martins


Os Jogos Regionais acabaram e a lição que fica para as cidades é a de rever suas políticas públicas esportivas. Os investimentos são quase zero, visto que os benefícios comprovados da inserção de jovens para a prática esportiva são excelentes nos quesitos: saúde, entretenimento, formação de caráter, disciplina (muitos aprendem com o professor de educação física e não em casa) e o principal para o poder público: o voto!

Não era pra ser. O esporte era para ser nosso, mas é só deles! 

Numa política feita de coração, pensando de fato na pessoa humana, o cidadão não deveria sequer ser remunerado. Mas estamos no Brasil, e não na Europa, onde pessoas dispõe do seu tempo, e além da tarefa profissional, cuidam das administrações de finanças, turismo, saúde e esporte de forma voluntária, realizando inclusive com técnica e muita disposição.

Por aqui, além do “político” ganhar altas remunerações, ele ainda quer é “meter a mão”.

Para o agente público disfarçado de desportista, e vice-versa, o esporte é um investimento político, e provavelmente renderá votos, e em alguns casos determina a vitória numa eleição!

Lula e Dilma ganharam pelo menos uma das 4 eleições para o Partido dos trabalhadores, passando a sensação de que o país seria uma potência do esporte, e de forma corrupta e inescrupulosa, trouxeram as olimpíadas no Rio 2016, e uma Copa do Mundo no 2014 (comprando votos de membros de outras confederações), e todos sabem o resultado pífio e desastroso, que a “ousadia” trouxe para o país: praças esportivas inacabadas, estádios gigantescos abandonados e rendendo prejuízo para seus governos locais pela caríssima manutenção, e praticamente todos os projetos, que teoricamente caminhariam no embalo Olímpico, inoperantes ou inexistentes.

O pior não é o descaso de abandono e falso legado. O país foi “assaltado”, e ex-governantes estão presos ou respondendo processos de todos os tipos de natureza, sendo o de obras superfaturadas o mais praticado.

Anos escuros, administradores impiedosos com o seu povo, crise financeira e moral...

Como buscar motivação para alavancar projetos esportivos ou manter aqueles existentes mediante a esse quadro praticamente irreversível?

Existe um esforço da parte do poder público local e até da equipe da secretaria de esportes para dar um “up” nas modalidades existentes, ainda que sem recursos necessários.

Restando menos de um ano e meio para as eleições, a pressão política sobre resultados em atividades de recreação, lazer, resultados e satisfação do munícipe, campeonatos e torneios, aumentam, e é exatamente aí que o esporte anda para trás, quando deveríamos ter um planejamento contínuo, definido, pensado em projeto de 10, 20 anos.

A maldita política e troca de prefeitos a cada quatro anos, secretários e comissionados “arrebentam” qualquer pretensão de mudanças em favor do esporte e das pessoas.

Enquanto tivermos esse sistema político viciado e ultrapassado, não vamos viver para ver de fato um projeto grande e vencedor. O sistema não permite.

Temos atividades andamento, e não dá para duvidar do empenho da secretaria hoje. Mas é pouco, comparado ao que pagamos de impostos.

Os culpados são os políticos. Os culpados somos nós que escolhemos esses políticos, que não irão jamais alterar o sistema, porque eles aprenderam a se auto beneficiar dele: o sistema.


 

 

Coluna publicada na página 13 da edição nº326, do jornal Gazeta de Votorantim, de 20 a 26 de julho de 2019.










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