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12/08/2019 - 15:08
Ouro no Pan: Um mérito que soa “falso”

Kaká Martins 


O resultado positivo para o Brasil nas mais de 40 medalhas de ouro (até este sábado, 10/08) conquistadas no Pan Americano de Lima no Peru, causou surpresa e orgulho para o país, num momento em que atravessamos uma crise sem fim, e considerando que o orçamento do Esporte é o primeiro que vai "pra casa do chapéu", diante de um quadro negativo de investimentos e planejamentos esportivos,  diminuindo as chances de uma delegação nacional, que por vezes representa seu país apenas para fazer turismo e mostrar a bandeira num evento grandioso que só perde para as Olimpíadas.

Estar atrás apenas dos EUA, a maior potência mundial do esporte e a frente de México, Canadá, Cuba e Argentina, faz a gente refletir o motivo pelo qual o Brasil está fazendo bonito no Peru: o Governo Lula e Dilma, acreditem!

Alguém vai perguntar: "mas eu li aqui, nesta coluna, que aquele governo fora desastroso para o esporte nacional!". Pois bem. Foi para o esporte em geral e programas sociais esportivos, e também para essas modalidades olímpicas que hoje estão brilhando em Lima. 

A questão é que para alcançar tal feito foi preciso "assaltar" os cofres públicos por meio dos patrocínios da Caixa, da Petrobrás, dos Correios e Ministério do Esporte, especialmente no período em que esteve à frente da pasta o Sr. Orlando Silva, do PC do "bolso", sabidamente, um dos piores ministros do Esporte que o país já teve.

Não dá para tirar o mérito dos atletas, que pouco tem a ver com a politicagem podre existente no esporte, e muitos estão em Lima por iniciativa e recursos próprios, e outros ainda remanescentes da chamada "Bolsa Atleta", cortada na sua maioria pelo governo Temer, que reconheceu fraudes e favorecimentos políticos do governo anterior.

Que frutos estamos colhendo? Essas medalhas (115 até ontem) são moralmente consideradas frutos de um esforço e bom planejamento nacional, ou são parte de um esquema corrupto, que trouxe Olimpíada e Copa do Mundo, usando de pretexto o investimento das estatais para desviar dinheiro perpetuando a carreira política e projetos inescrupulosos de grupos políticos?

O mérito esportivo e esforço das equipes do Brasil devem ser reconhecidos, mas devemos ter cautela com as reais intenções do governo que usam o esporte para se promoverem, ignorando investimento nas pequenas cidades, periferias, municípios e clubes privados, que provavelmente produzirá Atletas em boa escala com um trabalho planejado e a longo prazo.

Cuba, China e Estados Unidos trabalham a "garimpagem" nas escolas de ensino fundamental e médio. Sem custo alto e sem corrupção.

Não vemos no Brasil esse trabalho, e sem os investimentos das estatais (anunciados pelo governo Bolsonaro), sem os professores de educação física cortados último governo, e com a expectativa de mais cortes na pasta do esporte, não precisamos ser especialistas para afirmar que está euforia de LIMA está com os dias contados. 



Coluna publicada na página 13 da edição nº329, do jornal Gazeta de Votorantim, de 10 a 16 de agosto de 2019.











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