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16/09/2019 - 08:36
Histórias da Minha Cidade: A nostalgia abraça o Bairro da Chave

Núcleo de moradias acolheu operários têxteis

Um lugar que não perdeu a essência histórica é a Chave, o tempo passou, mas pouca coisa mudou. Os mais antigos teimam em permanecer no bairro onde nasceram pelas mãos de uma parteira, viram filhos, netos e agora bisnetos crescerem e desfrutar das mesmas sensações, de um espaço com casas geminadas e uma comunidade que vive bem próxima à realidade do dia a dia.

Morar no Bairro da Chave é estar a poucos metros da avenida central da cidade, nem precisa trocar o calçado e a vestimenta e encontra tudo o que deseja comprar nas proximidades.

À noite é motivo para parar numa roda de amigos e deixar a hora passar, seja no trailer na entrada do bairro, junto ao vendedor de espetinhos ou em uma das dez ruas do bairro. Em meio ao calor os banquinhos são levados à frente das casas para garantir o bate-papo da vizinhança enquanto os filhos brincam na rua.

É um bairro que herdou a vocação operária. As casas não são mais fechadas usando trinco ou tramela, mas é como se estivessem abertas para sempre acolher aqueles que estão à sua volta. Os que estão em visita percebem que é um lugar único e se sentem abraçados pela hospitalidade.

Ao contrário de um condomínio onde o contato é pouco entre os vizinhos, ali se conhecem e conseguem fazer um raio-x de cada família. Parece até que o tempo parou e todos os dias são iguais.

Bairro que até parece uma ilha, é cercado por uma cachoeira, pelo rio Sorocaba e o córrego Cubatão. Duas pontes garantem a interligação ao Centro e a Vila Dominguinho.

O passado é glorioso, começando pela visita em 1886 de Dom Pedro II à Cachoeira da Chave, depois a fundação do time Savoia em 1º de janeiro de 1900 e com o primeiro campo de futebol sendo implantado onde hoje é a rua Savoia, teve ainda a instalação de uma chave férrea que motivou o nome do bairro e que servia para desviar composições com destino a Santa Helena, rua Lacerda Franco ou a Sorocaba e a construção das casas operárias garantiu o conforto para dezenas de famílias.

A Chave comemora a sua história e as experiências contadas por sua gente.

 

Coluna publicada na página 14 da edição nº334, do jornal Gazeta de Votorantim, de 14 a 20 de setembro de 2019.


Cesar Silva é jornalista e autor de três livros sobre a história local - Visite a Fanpage: Histórias da Minha Cidade – Votorantim



Veja mais fotos:

  1. A fase de construção das casas operárias

  2. A fase de construção das casas operárias







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