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Câncer de próstata é a segunda causa de mortalidade masculina por câncer no país
 Foto: Imagem Ilustrativa 

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Uma doença silenciosa, que aliada à falta de informação, faz muitas vítimas.

Para quebrar o tabu existente quando se trata de doenças masculinas, surgiu na Austrália, em 2003, o movimento Movember, que é a junção da palavra moustache (bigode) com november (novembro), símbolos dessa ação. O mês foi escolhido pois 17 de novembro é o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata. No Brasil, a campanha surgiu em 2008, com o nome de Novembro Azul, sendo idealizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida.

Mundialmente, o câncer de próstata atinge 1,5 milhão de pessoas e a mortalidade gira em torno de 360 mil pacientes, anualmente. Ainda de acordo com o INCA, a neoplasia maligna é responsável pela morte de 13.772 homens, por ano no Brasil. “O Novembro Azul é importante para a conscientização da população sobre a necessidade da realização do exame de próstata, que visa à detecção precoce e tratamento da doença, sendo esse câncer de órgão sólido o mais comum na população masculina”, salienta Dr. Marcelo Mai Jurado, médico urologista da Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP).

O número de novos casos de câncer de próstata em 2018 foi de 68.220. Já, em 2017, o número de mortes em decorrência da doença chegou a 15.391. “Os números são altos, entretanto, temos uma perspectiva boa. Com a campanha mais intensa, trabalhando a conscientização geral, consequentemente, mais homens vão procurar ajuda médica especializada e estar em dia com seus exames”, comenta o especialista da Ápice Medicina Integrada.

A doença tem incidência maior em alguns grupos de homens. “Todos os homens estão sujeitos ao câncer de próstata, porém, os de etnia afrodescendente, acima de 50 anos, sedentários, obesos e com histórico familiar de neoplasia têm maiores chances de desenvolver a doença”, elucida Dr. Marcelo.

Para identificação precoce do câncer de próstata, dois exames de rotina devem ser feitos: averiguar a dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico) e exame de toque retal. Se constatada alguma alteração, é feita uma biópsia. “A recomendação atual é para a realização do exame de próstata a partir dos 50 anos, isto para quem não tem fatores de risco ou casos da doença na família. Para aqueles que estão no grupo de risco, o exame é recomendado a partir dos 45 anos”, fala o médico urologista.

Por se tratar de uma doença silenciosa, existe um alto índice de descobertas em estágio avançado, o que dificulta o tratamento. Nessa fase, apresentam-se alguns sintomas característicos, como: sangue na urina ou sêmen, micção frequente, fluxo urinário fraco ou interrompido, dentre outros. “Dependendo do estágio em que se encontra o câncer de próstata e das condições clínicas do paciente, o especialista vai indicar o melhor tratamento para o caso, que pode ser vigilância ativa, tratamento cirúrgico, radioterapia, hormonioterapia ou quimioterapia”, esclarece Dr. Marcelo.

O diagnóstico precoce faz toda a diferença na luta contra o câncer. “Para evitar, não somente esse tipo de doença, como quaisquer outras, existem hábitos que todos devemos adotar. Seguir uma vida saudável, dieta equilibrada, não consumir álcool, nem fumar, manter o peso adequado e praticar exercícios físicos regularmente. Não existe fórmula mágica, mas adotando bons hábitos, mantendo os exames médicos em dia e indo anualmente ao urologista são grandes passos para evitar essa e outras doenças”, conclui o urologista.


Fonte: Assessoria de Imprensa










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