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12/12/2019

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12/12/2019 - 21:30
Especialista alerta sobre a Doença de Crohn e os cuidados com a saúde gastrointestinal
 Foto: Imagem Ilustrativa 

Diarreia, dor abdominal, febre, perda de peso e sangramento retal. Esses são alguns dos sintomas da Doença de Crohn, patologia que causa a inflamação do trato gastrointestinal, afeta a parte inferior dos intestinos delgado e grosso, além de aumentar o risco de câncer colorretal.

Dr. Rafael Beltrami, médico gastroenterologista da Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP), explica que os pacientes com a Doença de Crohn podem apresentar dores intensas no abdômen, que são similares à dor da apendicite aguda. “Dores articulares, aftas, lesões de pele, inflamação dos olhos e pedras nos rins são alguns dos sintomas que também podem ser provocados por complicações da doença”, detalha.

O surgimento da enfermidade é desconhecido, mas não estão descartadas as hipóteses de que seja provocada pela desregulação do sistema imunológico, fatores genéticos, ambientais, dietéticos ou infecciosos. Dividida em três níveis de gravidade, inflamatória, estenótica e obstrutiva, a doença acomete homens e mulheres de 20 a 40 anos, sendo os fumantes o público mais suscetível a desenvolver o problema.

A primeira fase da doença é marcada pela formação de úlceras e obstruções intestinais, trazendo riscos graves à saúde do paciente. “Em 30% dos casos, há a presença de fissuras e fístulas, ou seja, perfurações no intestino que podem drenar para a região perineal, vagina e bexiga. Além disso, pessoas acima de 50 anos devem procurar assistência, médica, pelo menos, uma vez ao ano, para avaliar a saúde gastrointestinal”, orienta Dr. Rafael Beltrami.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da Doença de Crohn é feito por meio de exame clínico, de sangue e de imagens, como: endoscopia digestiva, colonoscopia, raio X do trânsito intestinal, tomografia e ressonância magnética.

Ainda não se conhece a cura para o mal, mas o tratamento é definido de acordo com a fase de evolução da doença. “Como não há cura para essa patologia, a medicamentação é utilizada para conter o processo inflamatório, aliviar os sintomas, prevenir as crises e corrigir as deficiências nutricionais”, explica o especialista da Ápice Medicina Integrada.

Na maioria dos casos, a intervenção cirúrgica é estritamente reservada para os quadros mais graves de obstrução intestinal, doença perineal, hemorragias e fístulas. “Se o paciente não responder ao tratamento, existem remédios que induzem períodos de remissão clínica, mas podem ter efeitos colaterais adversos”, comenta o médico gastroenterologista.

 

 Prevenção

Boa parte dos pacientes que estão em processo de remissão leva uma vida normal. Mas, isso não exclui a importância de realizar algumas medidas que podem ajudar a prevenir crises da doença. Confira:

·         Não fume;

·         Pratique atividade física moderada;

·         Procure identificar os alimentos que lhe fazem mal e evite aqueles que podem agravar os sintomas;

·         Controle o peso;

·         Fuja, na medida do possível, de situações de estresse;

·         Reduza a ingestão de alimentos gordurosos de origem animal e os ricos em fibra;

·         Peça a orientação de um nutricionista para indicar uma dieta balanceada;

·         Verifique o aspecto das fezes, sempre que utilizar o vaso sanitário. Se notar sinais de sangue e alterações sem justificativa aparente nos hábitos intestinais, consulte um médico especialista.

“Manter um estilo de vida saudável e dar prioridade à sua saúde e aos exames de rotina, são pontos-chaves para identificar e tratar qualquer tipo de doença, logo no primeiro estágio. Por isso, em casos de suspeitas, procure um médico especialista para que o tratamento seja efetivo”, conclui Dr. Rafael Beltrami.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa










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