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28/03/2020 - 23:47
Cerca-lourenço do Esporte, edição nº 357 - Kaká Martins - Que haja solidariedade e bom senso, já que não haverá mais recursos

 

Kaká Martins

O momento ainda pede cautela para tratar do planejamento e futuro esportivo de equipes, atletas e tabelas dos campeonatos de qualquer cidade ou país, em meio ao avanço pandemia.

Para quem ama o esporte, praticando ou torcendo, é angustiante acompanhar as notícias das paralisações dos campeonatos, impasse no pagamento de salários de jogadores, adiamento das etapas da fórmula 1, adiamento das Olimpíadas para 2021, além das mortes de atletas, ex-atletas e dirigentes que surgem a cada dia.

As atividades esportivas foram as primeiras a dar o exemplo seguindo recomendação da OMS. O futebol, com exceção da Itália (que demorou para paralisar seus jogos, na fase crítica de contágio), também tomou iniciativa de se adiantar de decretos de seus governos, tentando proteger vidas.

A saúde, deve estar em primeiro lugar, além do que, as notícias do aumento de mortos e contaminados por todo o mundo, e o risco de colapso social e da economia mundial, deixam qualquer pessoa desorientada, inerte, com inúmeras perguntas sem respostas concretas a curto e médio prazo, sobre o impacto da pandemia no esporte.

A certeza é que mudanças bruscas irão ocorrer logo após esse “terremoto” passar.

Os recursos que já não são muitos para o esporte, irão para a saúde. Não restará dúvida sobre o tema, e quem irá contestar uma medida dessas? 

A prioridade é a vida e a sobrevivência. Pelo menos para alguns governantes.

Ainda que haja um esforço para dar sequência a campeonatos, que acabaram de começar, no final de fevereiro, por exemplo, os poderes públicos, terão o direito de cancelarem vários eventos, priorizando a recuperação do “estrago” causado pelo coronavírus.

A paciência, a solidariedade e o bom senso serão determinantes para governantes e desportistas concluírem 2020. Tudo irá depender da desaceleração do contágio, e segundo especialistas, esse retorno as atividades não se dará antes de 180 dias.

Senhores dirigentes, atletas e equipes:

Preparem-se para seguirem independentes após a crise, especialmente a “galera” do futebol.

Muitas atividades já são oferecidas para a população a custo zero, e outras dependem de recursos, como por exemplo, arbitragem e folha de pagamento de estagiários e funcionários do esporte.

E você acha que vai haver dinheiro pra isso?

O esporte e a cultura serão os primeiros a serem convidados a “tocar” sozinhos o “barco”. Seguimos confiantes e com fé, que tudo passa.

 

 

Coluna publicada na página 13 da edição 357 da Gazeta de Votorantim de 28 de março a 03 de abril de 2020.

 










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