Coluna Jogadores famosos que deixaram saudades - Wladimir (Por Jesus Rodrigues)
Exemplo de atleta e esportista
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Wladimir Rodrigues dos Santos, mais conhecido por Wladimir, nasceu em São Paulo em 29 de agosto de 1954. Filho de um pedreiro e de uma doméstica, começou sua carreira esportiva nas equipes de base do Corinthians, tornando-se titular da equipe no ano de 1972, durante uma excursão à Europa, sob o comando do técnico Duque e firmando-se na posição no ano seguinte com o técnico Yustrich.
Dono absoluto da camisa 4 até 1985, quando deixou o time para jogar pelo Santo André, foi recordista do maior número de atuações seguidas no mesmo time: 161 jogos, sem contusões ou expulsões, de 1981 a 1983. Wladimir é o corintiano com mais jogos pelo campeonato paulista (268), sendo que nenhum outro jogador entrou em campo com a camisa do Corinthians tantas vezes. Ele atuou 805 vezes com a camisa do Timão.
Em 1982, Wladimir foi um dos líderes da Democracia Corintiana ao lado dos ídolos Sócrates e Casagrande, que permitia que os jogadores participassem de todas as decisões técnicas (por exemplo: os jogadores votavam se queriam ir para a concentração ou não), causou muitas controvérsias, mesmo com o time conseguindo ser o campeão paulista daquele ano.
É considerado pelos maiores especialistas do futebol como o melhor lateral esquerdo da história do Corinthians.
Outros clubes
Em 1985, foi jogar no Santo André. A primeira vez que enfrentou seu ex-clube no Campeonato Paulista de 1987, foi aplaudido pela torcida corintiana, jogou bem e o Santo André ganhou de 3 x 1.
Teve ainda passagem por Ponte Preta, Santos, Cruzeiro, São Caetano e encerrou sua brilhante carreira esportiva na Central Brasileira de Cotia, em 1991.
Seleção Brasileira
Wladimir foi convocado pela primeira vez para jogar pela Seleção Brasileira em 1977, para a partida contra a Colômbia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1978. O empate de 0 x 0 foi considerado vexatório, tendo o técnico Oswaldo Brandão pedido demissão. Wladimir não teve culpa do resultado, mas acabou sendo marcado e não foi mais convocado. Porém, voltou a ser chamado pelo técnico Parreira para a disputa da Copa América de 1983, quando a seleção obteve o vice-campeonato. Jogou um total de 7 partidas pela seleção e não marcou nenhum gol.
Wladimir não esconde a mágoa por não ter recebido até hoje, uma homenagem do Corinthians. O que ele mais lamenta é não ser aproveitado pelo clube para contribuir na formação de atletas, pois foi formado lá e teve como treinadores os ídolos, Luizinho, Claudio, Roberto, Baltazar. “Esses atletas eram referência e o que eles diziam para a gente, a gente aceitava”.
Wladimir tem um filho, Gabriel de 37 anos, que foi revelado pelo São Paulo e que hoje vive nos Estados Unidos, onde estuda para trabalhar com gestão de futebol.
Wladimir em 1998, foi eleito pela Federação Paulista de Futebol para a Seleção de todos os tempos do Campeonato Paulista, ao lado de grandes nomes como: Pelé, Rivelino, Ademir da Guia, entre outros.
Títulos:
Campeão paulista em 1977/79/82/83
Torneio Laudo Natel de 1973
Taça Governador do Estado de 1984
Copa dos Campeões de 1984
Ganhou a bola de prata nos anos de 74/76 e 82.
A fiel ainda o considera como um grande ídolo do Alvinegro Paulista
Coluna publicada na página 16, da edição nº 370, da Gazeta de Votorantim, de 27 de junho a 03 de julho de 2020.





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