Anterior

Clube de Astronomia de Itapetininga divulga fenômenos astronômicos observáveis a olho nu

29/06/2020

Anterior

Próxima

Especialista esclarece se o uso das máscaras pode causar deformidades estéticas no nariz e nas orelhas

29/06/2020

Próxima
29/06/2020 - 22:44
AstraZeneca e governo Brasileiro assinam acordo para a distribuição e produção da vacina da Universidade de Oxford no País

Fiocruz será a responsável pela produção local com a transferência de tecnologia
 Foto: Imagem Ilustrativa/Pixabay 

.

.

A AstraZeneca e o governo Brasileiro anunciaram hoje o acordo para a distribuição e produção local da vacina da Universidade de Oxford com entregas iniciando no final de 2020, dependendo do sucesso da pesquisa em desenvolvimento. Na Carta de Entendimento, o Brasil se compromete a compra de 30 milhões de doses - com a entrega de metade deste volume prevista para dezembro de 2020 e a outra metade em janeiro de 2021 -, com a expectativa de mais 70 milhões de doses em um segundo momento. O acordo ainda considera a produção no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"Estamos muito felizes em confirmar este acordo com o governo Brasileiro. A potencial vacina candidata AZD1222 ainda está em pesquisa clínica, mas nós reconhecemos a necessidade de uma resposta rápida para este problema global, por isso estamos acelerando nossos planos de produção e distribuição da vacina", afirmou Fraser Hall, presidente da AstraZeneca Brasil. "A Fiocruz é uma parceira muito importante e estamos felizes de trabalharmos juntos neste importante projeto. Nós agradecemos o governo por seu engajamento e compromisso, e nós vamos trabalhar próximos para trazermos a vacina para a população brasileira o mais rápido possível, completou Hall.

"O governo britânico está comprometido em trazer ao mundo uma vacina eficaz, segura e com distribuição equitativa. Por isso, investiu £65milhões na pesquisa de Oxford. A vacina de Oxford, embora muito promissora, ainda está em fase de testes. Caso ela se prove eficaz e segura, será a nossa melhor opção. Além do Brasil, outros países já se comprometeram com esse caminho. O acordo abre as portas para que mais pessoas tenham acesso a esta forma de prevenção e temos satisfação em ter o Brasil como parceiro nessa empreitada, mais um capítulo da nossa importante cooperação científica", afirmou Vijay Rangarajan, Embaixador Britânico no Brasil.

A AstraZeneca continua criando uma rede de distribuição em paralelo em todo o mundo e até o momento está comprometida em distribuir mais de dois bilhões de doses sem obter lucros durante a pandemia. A companhia recentemente fez acordos similares com o Reino Unido, Estados Unidos, a Coalizão para Inovação em Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla em inglês), a Aliança Global para Vacinas e Imunizações (GAVI , na sigla em inglês) e a Aliança de Vacinas para Europa Inclusiva, além da licença para o Instituto da Índia Serumcom foco nos países em desenvolvimento.

A resposta da AstraZeneca para a pandemia ainda inclui uma rápida mobilização dos nossos esforços de pesquisa e desenvolvimento para descobrir um potencial anticorpo neutralizante do novo Coronavírus no tratamento da doença e prevenção de complicações da COVID-19. Nosso objetivo é termos resultados nos próximos dois meses. Adicionalmente, a companhia se moveu rápido para testar potenciais medicamentos novos e já existentes para tratar a infecção e suas complicações, além de estabelecer parcerias com instituições de pesquisa nacionais e internacionais.


Sobre a vacina AZD1222
A vacina candidata AZD1222, anteriormente conhecida como ChAdOx1 nCoV-19, foi desenvolvida pelo Jenner Institute da Universidade de Oxford, em trabalho com o Grupo de Vacinas de Oxford. Ela usa um vetor viral de chimpanzé com deficiência de replicação, baseado em uma versão enfraquecida de um vírus do resfriado comum (adenovírus) que causa infecções em chimpanzés e contém o material genético da proteína spike SARS-CoV-2. Após a vacinação, a proteína de pico de superfície inicia uma resposta do sistema imunológico, produzindo anticorpos que devem ser capazes de atacar o COVID-19 se posteriormente infectar o corpo.
O vetor de adenovírus recombinante (ChAdOx1) expressando a proteína spike SARS-CoV-2, foi escolhido para gerar uma forte resposta imune a partir de uma dose única e porque é incapaz de se replicar. Portanto, não pode causar uma infecção no indivíduo vacinado. As vacinas feitas com o vírus ChAdOx1 foram administradas a mais de 6 mil pessoas até o momento e mostraram-se seguras e bem toleradas, embora possam causar efeitos colaterais temporários, como aumento da temperatura, sintomas semelhantes aos da gripe, dor de cabeça ou dor no braço.





Fonte: Assessoria de Imprensa










Deixe seu comentário



Newsletter
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.