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Quarentena favorece o crescimento da procura por cirurgias plásticas


Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), durante o inverno há um aumento de 50% na procura por cirurgias plásticas. Por conta da pandemia causa pelo novo Coronavírus, acreditava-se que o setor sofreria uma queda, tanto na procura, quanto na realização desses procedimentos estéticos, porém os números se mantiveram em alta.

De acordo com o cirurgião plástico Arthur Barros, em sua clínica, situada na cidade de Sorocaba/SP, houve um aumento de cerca de 20% no número de cirurgias plásticas em relação ao ano passado. "As cirurgias que mais realizamos nesse período foram lipoaspiração, prótese de mama, pálpebras e rinoplastia", informa o especialista que também é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, do American Society of Plastic Surgery e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery.

Para ele, a pandemia favoreceu este aumento, pois possibilitou a permanência por mais tempo em casa compulsoriamente, além do inverno realmente ser o melhor período para o pós-cirúrgico. "No frio há menos inchaço e maior conforto no pós-operatório das cirurgias, principalmente nas que exigem uso de cinta, como lipoaspiração e abdominoplastia", explica o cirurgião.

Gabriela Franquez foi uma das muitas pacientes que escolheu este momento para realizar a sua cirurgia de lipoescultura com lipolaser, justamente por estar mais tempo em casa, devido ao isolamento. "A cirurgia exigia um repouso, que no meu caso, sendo uma estudante que também trabalha, seria muito difícil e demorado para que eu conseguisse realizar. Aproveitei este momento para fazer, pois o restante das minhas tarefas estava suspenso por tempo indeterminado", explica.

Devido aos riscos do contágio da Covid-19, o medo de frequentar ambientes hospitalares e clínicas médicas aumentou em algumas pessoas. Esta também era uma preocupação da Gabriela que optou pela clínica onde Arthur atende, já que a mesma possui instalações cirúrgicas. "Aqui na clínica temos um atendimento voltado apenas para a minha especialidade, por tanto, não é um local que recebe pacientes de outras áreas ou para o tratamento de doenças transmissíveis e infecciosas, o que dá uma tranquilidade maior para os pacientes. Além disso, realizamos diversas medidas de segurança, como exames de sorologia e PCR para Covid-19 antes da cirurgia”, salienta Arthur.

 

Cirurgias plásticas fazem sucesso entre os jovens

Nos últimos dez anos, houve um aumento de 141% nos procedimentos e cirurgias realizadas em jovens, com idade a partir de 13 anos. Os dados são da última pesquisa do censo realizada pela SBCP, a qual também constou que foram realizadas 1.472.435 cirurgias plásticas, estéticas ou reparadoras em solo nacional, sendo que deste número, 6% foram em pacientes com até 18 anos, o que equivale a 97 mil procedimentos.

A primeira cirurgia da Gabriela foi realizada quando ela tinha 21 anos. A jovem conta que quando procurou o especialista tinha em mente realizar a abdominoplastia, considerada uma cirurgia invasiva. 

De acordo com Arthur, os jovens chegam com muitas ideias e precisam de orientação. "É necessário que seja feita uma avaliação antes de informarmos a possibilidade de realizar o procedimento ou cirurgia, pois existem diversos fatores que devem ser levados em conta ao optar por realizar uma mudança estética. Por isso, sempre conversamos com o paciente, em consulta, para entender quais suas expectativas com o resultado final e, assim, indicar a melhor opção", explica o cirurgião.

Existem muitas opiniões negativas a respeito da realização desses procedimentos em pessoas jovens, mas é preciso explicar que as cirurgias nem sempre têm função apenas estética, algumas trazem benefícios para a saúde, como é o caso da rinoplastia que pode corrigir tanto defeitos de nascença ou sequelas, ajudando a resolver problemas respiratórios, como desvio de septo, por exemplo.

"Ao meu ver não é legal opinar sobre a escolha dos outros. Mas é preciso um conselho sobre o que é melhor para aquela situação, o que é menos invasivo, enfim, uma opinião profissional. E foi exatamente isso o que eu busquei antes de me submeter a uma mudança estética", finaliza Gabriela. Para ela, a idade do paciente não deve interferir, apenas a opinião do paciente e do profissional é que contam.





Fonte: Assessoria de Imprensa










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