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Ameaçada, pré-candidata à Prefeitura de Votorantim registra queixa na Polícia
 Foto: Divulgação 

Fabíola Alves na Delegacia de Defesa da Mulher

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Pré-candidata à Prefeitura de Votorantim pela Coligação Fé no Futuro, formada pelos partidos PSDB, PDT, PMN e Podemos, a arquiteta, urbanista e vereadora Fabíola Alves recebeu ameaças de agressão e intimidação por meio de mensagens enviadas pelo WhatsApp. Na manhã de quinta-feira (24), ela esteve na Delegacia de Defesa da Mulher registrando a queixa.

As ameaças chegaram à pré-candidata na noite de quarta-feira (23). Foram três áudios com diversas palavras de baixo calão em que uma pessoa que se identifica como Bob promete agredi-la, caso ela visite o Bairro da Chave. “Manda ela [Fabíola Alves] ficar esperta comigo. Se ela vir na Chave, eu passo o rodo nela”, traz um dos trechos da mensagem.

Vereadora no município pelo PSDB, ela ficou assustada e resolveu procurar a Polícia. Fabíola lembra que o atual presidente, Jair Bolsonaro, durante campanha, recebeu uma facada e também citou o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco. “Nós não podemos admitir este tipo de política em lugar nenhum”, afirma.

Além da polícia, Fabíola também fez a denúncia por meio de suas redes sociais. Em um dos perfis que mantém no Facebook – https://www.facebook.com/fabiola.alves.148553 –, postou os áudios na íntegra. “Nós não concordamos com nenhum tipo de violência”, atesta.

A pré-candidata à Prefeitura de Votorantim diz que as ameaças são de pessoas ligadas ao PT (Partido dos Trabalhadores). Inclusive, anexou na queixa a ficha de filiação partidária e dezenas de fotos do suposto agressor militando ao lado de um pré-candidato adversário. “Se essas pessoas não têm capacidade para ensinar respeito aos integrantes da equipe, será que conseguirão elaborar políticas de combate à violência contra a mulher, um problema tão grave que assola a nossa sociedade? Fica a reflexão!”

Fabíola Alves promete não se intimidar. “Eu vou visitar o Bairro da Chave e outras localidades, pois tenho sido bem acolhida por onde passo”, destaca. “Este tipo de atitude serve de motivação para seguirmos em pré-campanha e nos dão ainda mais força para lutar pelo povo de Votorantim”, complementa. “Nós estamos fazendo uma pré-campanha limpa e com propostas positivas.”


O que diz o PT

O presidente do Partido dos Trabalhadores de Votorantim, Márcio Malaquias, enviou uma nota sobre o assunto: “Para o bem da nossa cidade e da nossa gente, nós, do Partido dos Trabalhadores de Votorantim, precisamos falar sobre boa política e campanha limpa.  Se alguém sabe o peso das agressões, das injustiças de falsas acusações, modestamente somos nós. Nos últimos anos temos sido sistematicamente atacados e ofendidos, mas seguimos adiante. De cabeça erguida e peito aberto, seguimos porque sabemos dos nossos propósitos. 

O Partido dos Trabalhadores não tolera a ideia de que a fome e a miséria sejam naturais no mundo em que vivemos. Nenhum de nós aceita a lógica da desigualdade e da exploração. 

Numa discussão política de lados opostos, isto acontece o tempo todo e em todo lugar, que se torna acalorada entre amigos também. Por isso, muitas vezes ocorrem as desavenças entre as pessoas que na maioria dos casos são amigos, seria fundamental primeiro ouvir o contexto e não apenas partes das conversas envolvendo o diálogo acalorados dessas pessoas.  Em nenhum momento está agremiação política tolera o desrespeito, a agressão física ou verbal, ou qualquer tipo de intimidação, em especial contra as mulheres.  O que nós não queremos e não faremos é iniciar um processo de discussão dos rumos da nossa cidade por esse tipo de debate. Nós queremos falar de sonhos e projetos, de como a vida do nosso povo sofrido poderá ser mudada para melhor. Lamentamos profundamente se alguém, sem o nosso consentimento e de forma equivocada, acabou por provocar qualquer desconforto ou indignação em outros candidatos, mas não vamos nos pautar por situações pelas quais não respondemos, por atos que não são nossos e que não apoiamos.  Da nossa parte, fica o convite para o debate sobre como tornar a vida da nossa gente melhor.  Lamentamos pelo incômodo de levar a público esses tipos de conflitos”, finalizou Malaquias.

Reportagem publicada na página 11, da edição nº 383, da Gazeta de Votorantim, de 26 de setembro a 2 de outubro de 2020.









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