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Coluna Jerson Pedroso - Eleições 2020


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Lendo a apostila do Cepam Fundação Faria Lima, Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal, gostaria de partilhar com os senhores leitores deste jornal tão conceituado apenas dois tópicos muito importantes para esse momento Político. Coisas boas e corretas devem ser repetidas sempre. 

1) Ética e Política. Política é a ação humana que deve ter por objetivo a realização plena dos direitos e, portanto, da cidadania para todos. O projeto da política, assim, é o de realizar a ética, fazendo coincidir com ela a realização da vontade coletiva dos cidadãos, o interesse público. A função ética da política é eliminar, numa ponta, os privilégios de poucos; na outra ponta, as carências de muitos; e instaurar o direito de todos. São inegáveis os aprimoramentos das instituições políticas no Brasil, ao longo de sua história. Mas são inegáveis igualmente as traições de uma parte da classe política contra essas instituições e contra o mandato que lhes foi confiado. Requer-se, pois, o exercício da cidadania ativa e criativa, tanto pelos políticos quanto pelos cidadãos: reforçando-se e aprimorando-se às instituições políticas, fazendo-as valer de direito e de fato. A cidadania ativa, como luta pelos próprios direitos e pelos direitos de todos, é o exercício cotidiano da ética na política.

2°) Ética e corrupção. A corrupção é a suprema perversidade da vida econômica e política de uma sociedade. É a subversão dos valores social e culturalmente proclamados e assumidos como legítimos.

A corrupção, seja ativa ou passiva, é a força contrária, o contrafluxo destruidor da ordem social. É a negação radical da ética, porque destrói na raiz as instituições criadas para realizar direitos. A corrupção é antiética. A corrupção pode, em situações extremas e absurdas, chegar a tornar-se a moral estabelecida, a ponto de gerar nos cidadãos o conformismo com o mal social. 

A história recente do nosso País tem nesse ponto um dos maiores desafios a enfrentar. Ou bem os cidadãos reagem ativamente e os responsáveis legais agem exemplarmente sem concessões à impunidade, ou o País avança rapidamente para a desagregação. Indignar-se, resistir e combater corrupção é um dos principais desafios éticos da política no Brasil.

Sobre os candidatos ter uma formação ética na política quero relembrar o que Santo Papa João Paulo ll, cita em sua exortação pós-sinodal Eclesia in America (EA ,44): “A América necessita de cristãos leigos capazes de assumir cargo de dirigentes na sociedade. É urgente formar Homens e Mulheres capazes de influir segundo a própria vocação, na vida pública, orientando para o bem comum. No exercício da política, considerada em seu sentido mais nobre e autêntico de administração do bem comum, esses Homens e Mulheres podem encontrar o caminho da própria santificação.”

Coluna publicada na página 11, da edição nº 383, da Gazeta de Votorantim, de 26 de setembro a 2 de outubro de 2020.









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