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Coluna Jogadores famosos que deixaram saudades - Basílio (Por Jesus Rodrigues)
 Foto: Divulgação 

Basílio (O pé-de-anjo)

José Roberto Basílio nasceu em 04 de fevereiro de 1949, em São Paulo e era conhecido como um jogador que não errava passes curtos, mas não tinha grandes momentos de brilhantismo.

Basílio foi aprovado (mas eventualmente desistiu) nas categorias de base do São Paulo e Nacional, começando efetivamente em 1965 na Portuguesa Desportos. A lusa era o time mais próximo de sua casa, no bairro Casa Verde. “Nasci como jogador na Portuguesa, cresci e fui educado pelos diretores do clube”, contou o ex-jogador a revista invicta em 2008. “Eles me ensinaram a ser profissional, a respeitar o clube. Isso não existe mais em nenhuma agremiação”.

Subiu para os profissionais no fim da década de 1960 e lá ficou até 1975. O único título que conquistou no Canindé foi o Campeonato Paulista de 1973, que acabou sendo dividido com o Santos F.C.

Liberado pela Portuguesa para oferecer seu passe a outros clubes, procurou o Santos, com quem até chegou a um acordo. Entretanto, o Corinthians entrou na disputa e com o apoio de seu pai, assinou com o timão, que queria um substituto para Rivelino que havia ido para o Fluminense.

No primeiro ano, levou um susto ao sofrer uma parada respiratória, depois de se chocar com o goleiro Luiz Antônio do América de São José do Rio Preto, em julho de 1975. Foi reanimado graças a respiração boca a boca do médico Osmar de Oliveira, ex-comentarista da TV Bandeirantes, já falecido.

Marcou seu primeiro gol com a camisa alvinegra no jogo contra o Comercial de Ribeirão Preto na vitória por 2 x 1 pelo Paulistão de 1975. Ele é o autor da vitória contra a Ponte Preta por 1 x 0, na partida decisiva do Paulista de 1977, que devolveu um título importante para o Corinthians, depois de mais de 22 anos de jejum sem títulos.

No Corinthians, disputou 253 jogos e obteve 128 vitórias, 67 empates e 58 derrotas. Deixou o timão em 1981 e realizou sua última partida pelo clube na derrota por 2 x 0 para o Santa Cruz, pelo campeonato brasileiro.

No fim da carreira jogou ainda no Juventus e Nacional em 1981/82. Depois de pendurar as chuteiras jogando no Taubaté em 1983, Basílio aventurou-se como treinador.

Foi técnico do Corinthians, inclusive, por seis anos entre os anos de 1985 e 1992, tendo conquistado pelo clube a Taça dos Invictos, em 1990.

Ainda hoje trabalha com escolinhas de esportes para a prefeitura de São Paulo e participa de programas de rádio e tv. Ainda é conhecido como o eterno “Pé-de-Anjo”.

 


 

Coluna publicada na página 15, da edição nº 387 da Gazeta de Votorantim, de 24 a 31 de outubro de 2020

 










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