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23/11/2020 - 18:00
Nossa história - Quando só havia pequenas ocorrências policiais

Projeto Nossa história, nossa gente

Construção da Delegacia na avenida Reverendo José Manoel da Conceição

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Em ocasiões especiais na cidade era indispensável contar com a presença ilustre de três referências: o padre, o prefeito e o delegado. O religioso auxiliando nos aconselhamentos, o prefeito administrando a cidade e o único delegado que existia resolvia os problemas que surgiam.

Agora os tempos mudaram e se fizer uma pesquisa para saber se a população sabe o nome do delegado titular do município, poucos responderão. Mas antes ele era visto com frequência em acontecimentos sociais, além disso, por mais que fosse quase insignificante a ocorrência, como um entrevero entre vizinhos, estava presente tentando contornar a situação. Era um convívio mais próximo da comunidade.

Como na maioria das vezes as ocorrências eram de pequena gravidade, além das salas de atendimento na delegacia existente rua Lacerda Franco, no antigo Centro, havia o famoso “Corró” ou conhecido por “Corrózinho”. Não se falava xadrez para o local que servia para deter pessoas por algumas horas como uma espécie de castigo.

Muitas vezes o Corrózinho também servia para hospedar alguém alcoolizado como forma de garantir sua integridade e segurança. Era uma relação muito próxima com a comunidade. Havia apenas o delegado e um escrivão. Já o apoio militar era formado inicialmente por quatro soldados, um cabo e um sargento. 

Nos anos 70, ainda era possível encontrar ocorrências de furto de galinhas, brigas entre vizinhos ou de apropriação indevida de roupas do varal ou de animais. Hoje já não é mais comum ocorrências dessa natureza, eram os chamados crimes de pequena proporção.

Naquele tempo respeitava-se muito a polícia, tanto que em diligências nos bairros conseguiam parar jogos de truco e bilhar, sem contar os bares que precisavam fechar antes das 23 horas.

Ao contrário dos tempos atuais, no antigo centro a polícia estava atuante e controlava os excessos entre os jovens, mas nada que desafiasse a autoridade do policial. Ali todos se conheciam e por isso se evitava os excessos em nome dos bons costumes e valores familiares.


 

Coluna publicada na página 20 da edição 391 da Gazeta de Votorantim de 20 a 27 de novembro de 2020



Veja mais fotos:

  1. Cadeia, Delegacia e o Cartório, na rua Lacerda Franco, em 1973

  2. Cadeia, Delegacia e o Cartório, na rua Lacerda Franco, em 1973
  3. Viatura na entrada do recinto da Festa Junina

  4. Viatura na entrada do recinto da Festa Junina







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