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Toninho Munhoz diz que ainda não sabe porque foi demitido da Cohap
 Foto: Jorge Silva/ Arquivo 

Toninho Munhoz

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Aldo Fogaça

 

A primeira baixa do governo Fernando de Oliveira Souza (Democratas), logo após a eleição de 15 de novembro que elegeu Fabíola Alves (PSDB), foi a demissão de Antônio Pedro Ferraz, o Toninho Munhoz, que presidia a Companhia de Habitação Popular (Cohap) desde 30 de agosto de 2017.

Antes, com experiência na área administrativa financeira, Toninho Munhoz, que é contador e administrador de empresas, atuou como secretário de Planejamento e Desenvolvimento e secretário de Finanças, no governo do ex-prefeito Erinaldo Alves, entre os anos de 1993 a 1996, passou pela Câmara de Votorantim, em mandato como vereador, entre os anos de 1997 a 2000 e, no início do governo Fernando, trabalhou junto à secretaria de Planejamento e Desenvolvimento.

Na quinta-feira (26), Toninho Munhoz concedeu entrevista à Gazeta de Votorantim para falar sobre a sua gestão na Cohap e sobre a sua demissão.

Toninho Munhoz presidiu a Cohap por três anos e quatro meses. Porém, antes de assumir a direção, trabalhou por oito meses na Companhia, que foi criada para substituir as atribuições da Secretária de Habitação é atende a uma importante demanda da cidade.

“Quando assumi, encontrei um amontoado de papéis, desorganização e falta de recursos”, lembra. “Então, em primeiro lugar iniciei uma reorganização em termos administrativos e financeiro, regularização de loteamentos abandonados, por exemplo no bairro Santos Dumont, implementei programas e equipamentos de informática, do mobiliário, a restruturação do setor jurídico, criei o serviço de recebimento e atendimento de mutuários, a reorganização e reclassificação das contas contábeis e a publicação do balanço, entre outras ações”.

Três anos e quatro meses depois, Toninho Munhoz disse que deixa a Cohap “em pleno funcionamento. Apesar de trabalharmos os três anos e onze meses com pessoal muito reduzido, (dois estagiários, três funcionários da Cohap e três funcionários emprestados pela Prefeitura de Votorantim), nesse tempo nunca foi usado um centavo do Orçamento Público Municipal. A Companhia não estava contemplada em nenhuma situação, nunca recebemos nada de ajuda financeira e sim pagamos a Municipalidade altos valores de ITBI, taxas de licença e autorizações municipais, apesar de logo no primeiro ano da nossa gestão, termos solicitado a imunidade tributária da nossa controladora Prefeitura Municipal, essa solicitação atendia o previsto no Estatuto da Companhia e sua Lei de criação”.

Perguntado como o novo governo encontraria a Coahp se assumisse a gestão no dia de seu desligamento, Toninho Munhoz disse que “somente teria que dar continuidade, pois estava organizada em todos os aspectos e com recursos em caixa para atender as demandas a curto prazo e pelos mais uns seis meses do novo governo, lembrando que a Companhia também está capitalizada, com necessidades de alguns ajustes no seu capital e patrimônio”.

O ex-presidente também disse que as contas da Companhia referente aos anos de 2017 e 2018, já estão aprovadas junto ao Tribunal de Contas (TCE).

 

Por que saiu?

Toninho Munhoz disse que não sabe por qual motivo foi demitido da Cohap antes do final do governo atual. “Não sei, o prefeito (Fernando de Oliveira Souza) disse que era para me preservar, mas não explicou o motivo. Tivemos a reunião de secretários e, após o término, o prefeito me comunicou que a partir do dia seguinte eu não seria mais o presidente da Companhia e seria substituído pelo senhor Carlos Laino. No outro dia, fui convocado para uma nova reunião e fui informado que o novo presidente seria o senhor Tiago Salles Teruel, que iria trabalhar seguindo orientações do senhor Carlos Laino.

Sobre a sua participação no governo Fernando, Toninho Munhoz conta “que não fui convidado por ninguém. Fiquei fora da transição, não fiz parte do corpo de secretários, após 15 dias do início do governo, fui chamado para um cargo nível IV ou V, não me lembro direito, atrelado a Secretária de Governo e Planejamento para resolver os problemas operacionais da Companhia, onde fiquei por 8 meses, onde após receber e atender o Tribunal de Contas (TCE), fui nomeado presidente”.

 

 

Reportagem publicada na página 05 da edição 392 da Gazeta de Votorantim de 28 de novembro a 04 de dezembro.

 

 










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