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Coluna Social - Por Mônica Marsal - Edição 392 - 28/11/2020

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02/12/2020 - 19:13
Nossa História - Simplicidade e compromisso na ação missionária

Projeto Nossa História Nossa Gente

Irmãs da Consolata no Hospital Santo Antônio

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Quando nos deparamos ao longo da vida com pessoas que geram encantamento ao transmitir ternura e bondade, muitas vezes alguém que nem imaginávamos conhecer, mas que com seus exemplos e palavras nos cativa, como se tivéssemos afinidade há muitos anos. Vemos que com jeito simples se mostra muito mais alegre do que aqueles que anseiam por conquistas materiais. São pessoas que transmitem a vivacidade e estimulam a reflexão interior.

A história local tem um capítulo especial com as irmãs religiosas que abraçaram a causa missionária e ficaram por décadas atendendo a comunidade votorantinense com trabalhos pastorais na paróquia São João Batista e diversas atividades no hospital Santo Antônio.

Na unidade hospitalar assumiam as mais variadas funções como acolhimento aos pacientes, trabalhavam como roupeiras, parteiras e faziam serviços de Enfermagem. Entre os procedimentos talvez o que mais as deixava felizes era a chegada de uma parturiente, pois faziam a acolhida e o encaminhamento ao parto, só quando havia alguma complicação era chamado o médico.

Esse convívio praticamente diário com os partos era celebrado como um milagre da vida. O primeiro choro do bebê era comemorado pela equipe como uma reação natural à descoberta de um novo mundo.

As religiosas atuando no hospital Santo Antônio assumiam a causa como um verdadeiro sacerdócio, colocando as missões como uma necessidade de doação e entrega àqueles que tanto necessitam de apoio físico e espiritual.

Elas até contavam com o recebimento de salários, mas os valores eram encaminhados a uma administradora da instituição missionária que destina à manutenção de outros trabalhos de missão, em locais longínquos e carentes. Até por que as irmãs de Votorantim avaliavam que tinham alimentação, moradia e as condições necessárias para se manter no próprio local de trabalho.

As irmãs já não estão em trabalho missionário na cidade. Parte já faleceu e é possível encontrá-las em missões no país ou no exterior, porém boa parte com idade avançada está em casas de repouso mantidas pela instituição religiosa.


Coluna publicada na edição 392 da Gazeta de Votorantim de 27 de novembro a 04 de dezembro de 2020.

 


 



Veja mais fotos:

  1. Religiosas e dona Ana Miliorini em 1959

  2. Religiosas e dona Ana Miliorini em 1959
  3. Irmã Anania vivia numa casa de repouso em São Paulo

  4. Irmã Anania vivia numa casa de repouso em São Paulo







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