Condomínio empresarial traz a economia e segurança para empreendedores
Valdinei Queiroz
Durante uma crise financeira, muitas empresas procuram maneiras de reduzir gastos para que os negócios não fiquem no vermelho. E os condomínios empresariais aparecem como boa alternativa, pois representam até 35% de economia.
De acordo com o empresário João Abreu, proprietário do centro empresarial Bandeiras, localizado em Votorantim, quando a crise atinge as empresas, a primeira necessidade é reduzir custos. “Geralmente essas empresas estão instaladas num imóvel à beira de uma via pública. Pagam impostos, aluguel do imóvel e contratam guardas para fazer a segurança do local.”
Se for colocar tudo isso na ponta do lápis, o empresário terá de investir cerca de R$ 30 mil por mês. De acordo com Abreu, uma portaria custa cerca de R$ 15 mil por mês, com segurança e uma central de monitoramento; e um galpão de mil metros quadrados custa aproximadamente R$ 15 mil. “Tudo isso sem contar que é cobrado IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), entre outros impostos. Isto é, instalando-se num condomínio empresarial a economia média mensal de instalar no Bandeiras gira em torno de R$ 10 mil.”
Como o Bandeiras tem isenção de imposto fiscal, aprovado pela Câmara Municipal de Votorantim e sancionado pelo prefeito, as empresas instaladas no empreendimento não pagam esse imposto, e, nas palavras de Abreu, “é mais um benefício que a empresa encontra para fixar negócio no local”. “Muitas multinacionais resolvem abrir negócio no Brasil quando há isenção fiscal. É um grande atrativo. É como se fosse um tapete vermelho estendido para que as empresas venham firmar negócio em Votorantim.” A isenção fiscal vai até 2017.
Sobre o sistema de monitoramento, houve investimento para fosse implantado a tecnologia superior a R$ 1 milhão, com portaria e vigilantes 24 horas, além de restaurante comum, limpeza externa, entre outros serviços. “Outro fator que atrai novos investidores num condomínio empresarial é a sua segurança.”
Atualmente, o Bandeiras tem com aproximadamente 42 empresas e tem entre 18% e 25% de área disponível para locação. “Do início do ano para cá, não recebemos nenhuma empresa nova no espaço. Espero que, com a mudança de governo federal, as coisas possam melhor a partir de 2017.”
No entanto, há outras empresas já instaladas no empreendimento que estão ampliando seus negócios. São os casos da americana AAF Internacional e outras duas no ramo de montagem de brindes e de placas fotovoltaicas (tecnologia que converte a radiação solar em eletricidade). “AAF, por exemplo, está expandindo suas operações no País, dobrando a capacidade de produção, o estoque e equipe de trabalho, em um investimento aproximado de R$ 3,5 milhões.” Entre as empresas instaladas no local estão Toyota, Pilkington, Eaton, Travrida, TK Logística e Thomas Greg & Sons.
Geração de empregos
No condomínio empresarial Bandeiras, João Abreu explica que conta com cerca de 20 funcionários diretos, e cerca de 30 trabalhadores indiretos, que fazem a parte de monitoramento do espaço.
Já as 42 empresas, instaladas no centro empresarial, geram em torno de 700 empregos diretos. No ano passado, antes da saída de quatro multinacionais, havia aproximadamente mil empregados. O Bandeiras funciona como empreendimento empresarial na cidade desde 2006.
Reportagem publicada na página 07 da edição 172 da Gazeta de Votorantim de 11 de junho a 17 de junho de 2016





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