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Votorantim,09/05/2026

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    O som da matraca anuncia a chegada do vendedor de biju

    Fonte: Jorge Silva
    O som da matraca anuncia a chegada do vendedor de biju O votorantinense chega a vender 130 pacotes diariamente

    Vanessa Corrêa
    (programa de estágio)


    Um morador do bairro Vila Nova Votorantim complementa a aposentadoria com a revenda de uma massa doce e crocante, conhecida como biju. O votorantinense chega a vender 130 pacotes diariamente e percorre cidades da região, como Sorocaba, São Roque, Itapetininga e Tatuí, vendendo o produto.


    Eliseu Moraes, 58 anos, contou que se aposentou há mais de dez anos e que a baixa renda obtida com o tempo de serviço como coletor de lixo, fez com que procurasse uma oportunidade de negócio. “Eu não conseguia ficar em casa e também foi uma forma que achei de ganhar um dinheirinho a mais”, disse.


    O canudo levemente adocicado é fabricado a base de trigo, polvilho e açúcar, e, apesar de pouco conhecido entre a geração mais nova, faz sucesso. “As pessoas costumam comprar pela curiosidade em experimentar e acabam gostando”.


    O que é também tradição é o som que anuncia a chegada do vendedor de biju, conhecido como matraca, segundo o Eliseu, o instrumento poupa a voz do comerciante e já é familiar aos ouvidos da população mais antiga. “As pessoas escutam o som da matraca e já sabem que tem biju por perto”.


    De acordo com o votorantinense, os pacotes são vendidos a R$3 e a renda diária é de R$50 em média. “Acredito que aqui em Votorantim, existam mais dois vendedores de biju, as vendas aqui não são muito boas”, disse contando que percorre algumas cidades vizinhas em busca de novos clientes. “Gosto muito do que faço. Além de manter a tradição da venda de um doce pouco conhecido, me comunico com as pessoas, vejo a movimentação das ruas e ajudo minha família financeiramente”, finalizou.


    Apesar de ainda existir a venda na rua, há quem diga que os bijus estão em extinção. “Quando eu era mais novo lembro que passava toda semana, minha família toda gosta e comprávamos. Acredito que hoje não passa o vendedor com tanta frequência como antigamente”, disse o designer gráfico Wilson Roberto Grillo Júnior, 33 anos. “Abria a saquinho e comia puro igual biscoito”, contou relembrando o gosto de infância. (Supervisão: Luciana Lopez)


     


    Texto publicado na página 09 da edição 244 da Gazeta de Votorantim de 11 a 17 de novembro de 2017




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