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Votorantim,09/05/2026

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    Histórias da Minha Cidade: A Igreja que a enchente levou

    Fonte: Divulgação
    Histórias da Minha Cidade: A Igreja que a enchente levou O Templo era um dos marcos antigos da cidade

    O padroeiro São João Batista foi louvado por muitos anos na igreja que o comendador Antonio Pereira Inácio mandou construir, inspirado na arquitetura de um templo na terra natal, Baltar, em Portugal.


    Gerações por ali passaram e receberam assistência espiritual. A ligação afetiva era muito grande desde a formação de grupos organizados como o Apostolado da Oração, Congregação Mariana e a Conferência Vicentina São João Batista.


    Crianças eram vestidas de anjinhos para participar das procissões, cresceram observando as missas em latim e o jeito rigoroso de padres como Antônio Maffei. Nas celebrações de domingo a família toda estava presente e se usava a melhor vestimenta.


    Situada na rua Lacerda Franco, começou como Curato, em área pertencente àquela que seria a fábrica mãe do Grupo Votorantim. Foi elevada à condição de Paróquia em 1927 por Dom Aguirre, primeiro bispo diocesano de Sorocaba.


    A pequena Igreja Matriz foi por longo período cuidada pelos freis franciscanos, depois por padres missionários da ordem da Consolata e por fim os sacerdotes diocesanos.


    No entorno, o coreto e um belo jardim de Topiaria com os pequenos arbustos ganhando a forma de animais. Um cenário perfeito para paqueras e início de relacionamentos que geraram muitos casamentos na Igreja. Com o tempo, parte do espaço foi transformado em estacionamento.


    Em março de 1967 era iniciada a construção da Nova Matriz, entregue oficialmente em 8 de dezembro de 1973. O padroeiro da rua Lacerda Franco foi transferido para o novo templo na entrada da cidade e a antiga igreja teve entronizado São José como novo padroeiro.


    As atividades prosseguiram na igreja São José, mas a enchente de 1982 abalou sua estrutura, derrubando a parte de trás do templo, arrancando a porta da frente e parte interna do altar e os assentos foram levados com a força das águas. Um guindaste da fábrica Santa Helena foi emprestado para os serviços de demolição.


    Essa tragédia levou parte da nossa história, mas as lembranças permanecem vivas para saudar sua contribuição na formação religiosa da comunidade.


     


    Cesar Silva é jornalista e autor de três livros sobre a história local - Visite a Fanpage: Histórias da Minha Cidade –Votorantim


     


     


    Coluna publicada na página 14 da edição nº326, do jornal Gazeta de Votorantim, de 20 a 26 de julho de 2019.






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