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Votorantim,15/06/2026

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    Coluna Jogadores famosos que deixaram saudades - Baltazar (Por Jesus Rodrigues)

    O cabecinha de ouro


    Coluna Jogadores famosos que deixaram saudades - Baltazar (Por Jesus Rodrigues)

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    Oswaldo Silva, mais conhecido como Baltazar, nasceu em Santos no dia 14 de janeiro de 1926. Foi um grande jogador brasileiro que atuava como atacante, consagrou-se como jogador do Corinthians e tinha como principal característica o cabeceio da bola para o gol.


    Iniciou sua carreira profissional no Jabaquara, pequeno time praiano, com suas boas atuações e gols logo chamou a atenção de um grande clube da capital, o Corinthians, onde chegou em 1945, como meia direita, mas logo passou para ser o centroavante, posição na qual se consagrou.


    Jogou no Corinthians durante 12 anos, até 1957. Esteve presente nos títulos conquistados do Rio-São Paulo de 1950/53/54 e também no bicampeonato paulista de 1951/52, além da conquista do paulista do 4º centenário da cidade de São Paulo em 1954.


    Entretanto, em 1957, já no fim da carreira, vestiu a camisa do Juventus da Mooca e posteriormente retornou ao time de origem, o Jabaquara, para então encerrar a carreira no União Paulista em 1959.


    Seis anos após sua despedida dos gramados, foi convidado pelo Corinthians para o cargo de auxiliar técnico, passando depois a técnico do clube em 1970.


    Como treinador alcançou bons resultados, porém, as derrotas seguintes e um desentendimento entre treinador e diretoria, acabaram causando sua demissão. Tentou ainda treinar equipes menores, contudo, não teve sucesso.


    Fora dos gramados, passando sérias dificuldades, se defendeu como pode, vendendo livros, comerciante e por quatro anos trabalhou como carcereiro no extinto presídio do Carandiru.


    Mantém até hoje a posição de segundo maior artilheiro da história do Corinthians, perdendo apenas para seu companheiro Claudio. 


    Baltazar chegou a reconhecer que não era bom tecnicamente, mas segundo ele próprio, afirmava que com a cabeça nem Pelé foi tão eficiente quanto ele. Marcou 269 gols, dos quais 71 foram de cabeça, o que lhe rendeu o apelido de “cabecinha de ouro”, inspirando até uma música em sua homenagem. “Gol de Baltazar, Gol de Baltazar, subiu o cabecinha, um a zero no placar”. Tamanha era sua popularidade na época, que ganhou um automóvel em um concurso, como o craque mais popular de seu tempo. 


    Quando teve seu carro queimado por problemas elétricos, a torcida se encarregou de comprar outro e presenteou o artilheiro.




    Seleção Brasileira


    Com o Status de um dos melhores atacantes da época, Baltazar teve diversas passagens pela seleção canarinho, sendo convocado inclusive para as Copas do Mundo de 1950 e 1954. O cabecinha de ouro defendeu o Brasil 31 vezes, marcando 17 gols. 


    Lamentavelmente, o final da vida do craque foi muito triste. Magoado pela falta de apoio dos clubes para com seu atleta, Baltazar com um pequeno apoio da Portuguesa Desportos, clube no qual nunca jogou. 


    O que o magoava não era a falta de ajuda financeira, mas sim a falta de reconhecimento e consideração com o seu passado glorioso.


    Chegou a ficar desaparecido uns dias, sendo encontrado perambulando pelas ruas de Itanhaém, sem destino, como um indigente. 


    Baltazar faleceu em São Paulo, em 25 de março de 1997, aos 71 anos, devido seus múltiplos problemas físicos.


    O artilheiro marcou 262 gols em 404 jogos com a camisa do Corinthians. 


    Assim como Neco, Luizinho, Claudio, Sócrates e Rivelino, também existe um busto em sua homenagem nos jardins do Parque São Jorge.


    Coluna publicada na página 13, da edição nº 385, da Gazeta de Votorantim, de 10 a 16 de outubro de 2020. 




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