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Votorantim,13/04/2026

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    Histórias da minha cidade - Fábrica Votocel: auge e declínio da produção

    Fonte: Acervo Cesar Silva
    Histórias da minha cidade - Fábrica Votocel: auge e declínio da produção Vista parcial da fábrica mostra a mecânica e a caldeira

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    Por Cesar Silva


     


    O ano era 1948, foi quando entrava em operação mais uma empresa do Grupo Votorantim, era a Votocel, constituída para atender o mercado na fabricação de papel destinado a embalar produtos como maços de cigarros, bolacha, macarrão e demais alimentos que necessitassem de revestimento de celofane.


    Com o surgimento da fábrica, foi formado em seu entorno a vila Votocel, dotada de 112 moradias e que com o tempo contou com armazém, pré-escola, grupo escolar, associação desportiva e até agência bancária Bamerindus. A manutenção da vila era feita pela própria empresa, que garantiu a infraestrutura e ofereceu atenção especial ao ajardinamento lateral das ruas.


    Nos anos 70, o Grupo Votorantim sabia que o celofane teria espaço no mercado por mais 15 anos e aos poucos começou a perder mercado, então investiu na produção de um produto concorrente, que é o filme plástico polipropileno, em uma nova fábrica instalada no mesmo bairro e inaugurada em 1989. A PBO como era chamada posteriormente foi vendida à Vitopel, que pertence a um grupo argentino.Já a empresa Votocel não se modernizou e o grupo Votorantim entendia que não era interessante investir, pois o produto celofane estava condenado a deixar de existir.


                Se o Grupo Votorantim tentou prolongar o máximo que pôde o funcionamento da fábrica Votocel, em julho de 1995 o desemprego se tornou realidade para 321 funcionários. Todos foram pegos de surpresa na entrada do primeiro turno e saída do turno da noite. Já eram comunicados a fazer o exame médico para demissão, ali mesmo em várias tendas montadas dentro da fábrica.


    O sentimento de tristeza abateu a todos, não era somente a perda do emprego, mas de suas vidas sociais. Quantas alegrias se banhando nas piscinas do clube ou na represa conhecida como Chuveirão, partidas assistidas com os times de futebol de campo e de salão do Votocel, passeios de bonde partindo da estaçãozinha do bairro, anos de estudo nas duas escolas existentes, entre outras doces lembranças. A sensação que ficou é que foi muito bom enquanto durou.


     


    Cesar Silva é jornalista, vereador, servidor municipal e autor de três livros sobre a história local





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