Funcionários do Hospital Municipal de Votorantim aprovam aviso de greve por atraso salarial
Os funcionários do Hospital Municipal “Dr. Lauro Roberto Fogaça”, em Votorantim, aprovaram na tarde desta sexta-feira (09) um aviso de greve com prazo de 72 horas. A decisão ocorreu durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Empregados na Saúde de Sorocaba e Região (Sinsaúde) Sorocaba e Região, em frente à unidade.
Segundo o Sindicato, o motivo da mobilização é o atraso no pagamento dos salários, que deveria ter sido realizado no quinto dia útil de janeiro.
Em comunicado oficial, o Sinsaúde informou: “Em assembleia realizada com os trabalhadores do Hospital Municipal de Votorantim, foi aprovado por votação unânime o aviso de greve de 72 horas. Caso o pagamento não seja regularizado dentro do prazo legal, a greve terá início após o término das 72 horas. Seguimos firmes na luta pela garantia dos direitos, respeito e valorização dos trabalhadores.”
O sindicato representa técnicos e auxiliares de enfermagem, recepcionistas, responsáveis pela limpeza, entre outros. Já os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de Raio-X não integram o aviso, pois possuem representação sindical distinta.
A direção do Instituto Moriah, responsável pela gestão do hospital confirmou à Gazeta de Votorantim o atraso salarial, que ocorreu devido aos atrasos nos repasses da Prefeitura de Votorantim nos últimos meses.
“Como não houve o pagamento na quarta-feira (07), os trabalhadores entraram em contato com o sindicato. Foi realizada assembleia e ficou decidido que será dado um prazo de 72 horas, que se encerra na terça-feira, às 17h.
Se não for pago até esse horário, a partir de quarta-feira, às 7h da manhã, os funcionários entrarão em greve, mas será uma greve parcial, com número reduzido de funcionários até o pagamento efetivo.”
O Instituto Moriah também informou ter participado de uma reunião nesta sexta-feira (09) com o prefeito Weber Manga e a Secretaria de Finanças, quando recebeu a garantia de que o repasse municipal será feito até terça-feira para evitar a greve.
Até o fim do prazo estabelecido pelo sindicato, os atendimentos no Hospital Municipal seguem mantidos normalmente. Caso a greve seja deflagrada, os serviços essenciais serão preservados, conforme legislação trabalhista e orientação sindical.
Por Luciana Lopez





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