Coluna Cerca-lourenço de 27/06/2026
Rogério Lima volta a pedir desculpas e tenta escapar de punição


Rogério Lima / Reprodução
O pedido público de desculpas feito recentemente pelo vereador Rogério Lima (Republicanos) ao presidente da Câmara de Votorantim, Rodrigo Kriguer (PSD), trouxe de volta à memória um dos episódios de maior tensão política vividos pelo Legislativo neste ano.
Em março, o parlamentar protagonizou uma série de manifestações contra a condução administrativa da Câmara, elevando o tom das críticas durante a sessão legislativa e, posteriormente, em vídeos divulgados nas redes sociais.
Na ocasião, Rogério Lima questionou despesas realizadas pelo Legislativo, citando gastos com a instalação de aparelhos de ar-condicionado, troca de pisos, a realização de concurso público e a aquisição de computadores. Em seus pronunciamentos, comparou esses investimentos às dificuldades enfrentadas pelo município em áreas como saúde e educação, defendendo que os recursos públicos deveriam priorizar demandas consideradas essenciais pela população.
O vídeo que ganhou maior repercussão mostrava o vereador percorrendo o plenário e a Mesa Diretora em um formato incomum para manifestações políticas. Vestindo roupas casuais, ele utilizou uma linguagem voltada às redes sociais, fazendo críticas diretas aos gastos da Câmara. Em determinado momento, colocou um nariz de palhaço, afirmando que o contribuinte estaria sendo desrespeitado pelo uso do dinheiro público.
As declarações provocaram forte reação da presidência da Câmara. Rodrigo Kriguer encaminhou representação à Comissão de Ética, alegando possível quebra de decoro parlamentar. Entre os argumentos apresentados estavam a utilização do plenário para produção de conteúdo considerado depreciativo e a divulgação de acusações que, segundo a presidência, não estariam devidamente comprovadas.
Na época, Rogério Lima afirmou que não recuaria das denúncias e declarou possuir documentos para sustentar suas críticas. O episódio intensificou o desgaste entre os dois parlamentares e passou a ser considerado um dos principais conflitos políticos vividos pela Câmara de Votorantim em 2026.
Meses depois, entretanto, o cenário mudou. Durante sessão recente, Rogério Lima adotou um tom diferente, fez um pedido público de desculpas ao presidente da Câmara e reconheceu que havia excedido em algumas de suas manifestações.
A mudança de postura encerra, ao menos no discurso, um capítulo que marcou o primeiro semestre do Legislativo municipal.
Computadores de R$11 mil? Vereador questionou gastos da Câmara em vídeo

O vídeo gravado pelo vereador Rogério Lima (Republicanos) em março deste ano foi reproduzidos por outras páginas, continua disponível nas redes sociais, e registra um dos momentos de maior tensão política vividos pela Câmara Municipal de Votorantim. Na gravação, realizada com o plenário vazio, o parlamentar percorre as dependências da Casa, dança pelo plenário, senta-se na cadeira utilizada pelo presidente da Câmara durante as sessões e faz uma série de críticas aos gastos do Legislativo.
Durante o vídeo, Rogério Lima afirma que, enquanto a população enfrenta dificuldades nas áreas da saúde e da educação, a Câmara estaria destinando recursos para despesas que, na avaliação dele, não representariam prioridade.
"Enquanto a cidade enfrenta dificuldades, com problemas na saúde e na educação, o que estamos vendo? Mais de R$ 100 mil sendo gastos aqui, enquanto você, pagador de impostos, vê o seu dinheiro indo pelo ralo", afirma.
Em seguida, o vereador questiona os investimentos realizados na instalação de aparelhos de ar-condicionado.
"A festa continua. A Câmara Municipal segue gastando. São mais de R$ 200 mil com ar-condicionado, enquanto muitas crianças ainda vão para a escola sem uniforme. Esse dinheiro poderia estar ajudando a Prefeitura a atender prioridades da população."
Na sequência, Rogério Lima amplia as críticas à administração da Câmara.
"É como se fosse uma verdadeira festa com dinheiro público. De um lado, investimentos elevados em estrutura; do outro, a população enfrentando dificuldades no dia a dia."
Outro tema abordado pelo parlamentar é a realização do concurso público promovido pela Câmara.
"Enquanto você sofre, a Câmara Municipal também destina cerca de R$ 140 mil para a realização de concurso público pela Vunesp. É mais dinheiro público saindo dos cofres."
Um dos principais alvos da manifestação foi a compra de computadores pelo Legislativo. O vereador questiona o valor pago pelos equipamentos e compara os preços com modelos encontrados no mercado.
"E os computadores adquiridos pela Câmara? Quanto foi pago por cada equipamento? Cerca de R$ 11 mil por unidade. Há quem afirme que equipamentos com especificações semelhantes podem ser encontrados no mercado por aproximadamente R$ 2.800. Além disso, segundo a crítica apresentada, os computadores sequer possuem câmera para videoconferências."
Ao longo da gravação, Rogério Lima reforça que, em sua avaliação, o dinheiro utilizado pertence aos contribuintes e deveria ser empregado de forma diferente.
"É o dinheiro do contribuinte que está sendo gasto. Dinheiro que sai do bolso de cada cidadão."
Em seguida, faz nova crítica à gestão da Câmara.
"Na opinião de quem faz essa denúncia, a atual gestão da Câmara não demonstra preocupação com os interesses da população."
O vídeo termina com um gesto que chamou a atenção nas redes sociais. Após concluir suas críticas, Rogério Lima coloca um nariz de palhaço e afirma:
"É isso que querem fazer com o povo: transformar o cidadão em palhaço."
O vídeo pode ser assistido pelo link: https://www.facebook.com/watch/?v=4263778287268574.
Retratação ou estratégia?

O pronunciamento do vereador Rogério Lima na tribuna da Câmara Municipal de Votorantim tornou-se um dos principais elementos do processo em análise pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Ao voltar à tribuna para pedir desculpas novamente ao presidente Rodrigo Kriguer, o parlamentar procurou demonstrar arrependimento e afirmou estar disposto a se retratar "mil vezes", se fosse necessário.
Durante o discurso, Rogério Lima reconheceu que utilizou a palavra "corrupto" e afirmou que poderia ter empregado outra expressão, como "lisura". Também informou que os vídeos e postagens relacionados ao caso foram retirados das redes sociais após sua equipe constatar que continuavam publicados, apesar da retratação anterior.
Esses fatos permitem interpretações distintas, justamente o que explica a divisão dentro da Comissão de Ética.
Para um grupo de vereadores, a retratação apresentada, somada à retirada posterior das publicações, pode ser suficiente para demonstrar o reconhecimento do erro e justificar uma penalidade mais branda.
Para outro grupo, entretanto, a permanência dos vídeos durante praticamente toda a tramitação do processo levanta dúvidas sobre a efetividade dessa retratação. Nesse entendimento, um pedido de desculpas perde parte de sua força quando o conteúdo que motivou a representação permanece acessível ao público por longo período.
Independentemente da posição adotada, um aspecto chama atenção: dificilmente um vereador ocupa a tribuna em mais de uma oportunidade para pedir desculpas públicas ao presidente da Casa e reconhecer que empregou uma palavra inadequada. O próprio pronunciamento demonstra que o processo disciplinar produziu efeitos políticos e institucionais relevantes.
Agora, cabe à Comissão de Ética decidir se as manifestações do parlamentar, a retirada das publicações e os pedidos de desculpas são suficientes para caracterizar uma retratação efetiva ou se ainda existem elementos que justificam outra conclusão.
Mais do que o desfecho do caso, a sociedade acompanhará como cada integrante da Comissão fundamentará seu voto. É essa fundamentação, e não apenas o resultado final, que permitirá ao eleitor avaliar a coerência, a independência e o compromisso de seus representantes com os princípios que regem o exercício do mandato parlamentar.
A história do Salão de Vidro, hoje Aquário Cultura


A história do espaço hoje conhecido como Aquário Cultura começou muito antes de receber esse nome. Ela nasceu da mobilização de artistas, do espírito comunitário e da convicção de que Votorantim precisava de um local dedicado à produção cultural.
No início de 2001, a cidade ainda contava com poucos espaços voltados às manifestações artísticas. Pintores, escultores, artesãos, fotógrafos, músicos, atores e grupos culturais frequentemente precisavam recorrer a Sorocaba para expor seus trabalhos, realizar apresentações ou desenvolver projetos culturais.
Diante dessa realidade, artistas das mais diversas áreas decidiram se unir em defesa de um espaço que pudesse abrigar a produção cultural votorantinense. O imóvel escolhido foi o antigo Salão de Vidro, localizado ao lado da Praça Lecy de Campos, que permanecia fechado e pertencia a uma tradicional família de comerciantes da cidade.
A reivindicação encontrou receptividade no governo recém-empossado do prefeito Jair Cassola. A administração municipal deixou claro que tinha interesse em negociar a aquisição do imóvel, mas também informou que, naquele momento, a Prefeitura ainda não possuía condições administrativas e financeiras para assumir sua manutenção. O compromisso era viabilizar a compra e, no momento oportuno, incorporar o espaço ao patrimônio público. Essa etapa foi posteriormente concretizada.
Enquanto as negociações avançavam, um gesto marcaria definitivamente a história da cultura em Votorantim. Com autorização do prefeito Jair Cassola, antes mesmo da conclusão da compra do imóvel, artistas passaram a ocupar o espaço de forma organizada e colaborativa.
Não foi uma ocupação apenas para utilizar o prédio. Foi uma ocupação para preservá-lo. Os próprios artistas assumiram a limpeza, pequenos reparos, a conservação e deram vida ao Salão de Vidro por meio de exposições, oficinas, apresentações e encontros culturais. O imóvel deixou de ser um prédio vazio para se transformar em um verdadeiro centro de convivência artística.
Entre todos os grupos envolvidos, o Grupo de Teatro da Igreja do Evangelho Quadrangular teve papel decisivo. Seus integrantes participaram ativamente da recuperação do espaço, colaboraram com mutirões de limpeza e restauração e ajudaram a consolidar o Salão de Vidro como referência para a cultura local. O envolvimento voluntário desse grupo foi fundamental para demonstrar que a comunidade estava disposta a cuidar daquele patrimônio antes mesmo de ele pertencer oficialmente ao município.
Quando a Prefeitura finalmente reuniu as condições para assumir a administração do imóvel, encontrou um espaço preservado, ativo e reconhecido pela população como um importante polo cultural.
Passados mais de vinte anos, o antigo Salão de Vidro transformou-se no Aquário Cultura, equipamento cultural que continua recebendo exposições, oficinas, apresentações musicais, encontros literários, espetáculos e diversas manifestações artísticas, mantendo viva a vocação construída por aqueles pioneiros que acreditaram que a cultura também merecia um lar em Votorantim.
A história do Aquário Cultura é, acima de tudo, a história de artistas, voluntários e cidadãos que entenderam que a cultura se fortalece quando a comunidade participa de sua construção. O prédio mudou de nome ao longo dos anos, mas permanece carregando o mesmo legado: o de um espaço conquistado pela mobilização coletiva e dedicado à valorização da arte e da identidade cultural de Votorantim.
Áudio atribuído a Pivetta provoca reação de vereadores e ex-prefeito diz que divergências são apenas políticas

Carlos Augusto Pivetta / Por Werinton Kermes
Um áudio atribuído ao ex-prefeito de Votorantim, Carlos Augusto Pivetta, dominou os bastidores da política local e foi alvo de críticas de diversos vereadores durante a sessão da Câmara Municipal da última terça-feira (23). Na gravação, Pivetta orientaria ao menos duas pessoas a intensificar as críticas contra vereadores, especialmente por meio de comentários em publicações da Gazeta de Votorantim nas redes sociais.
A repercussão do conteúdo levou parlamentares a se manifestarem em plenário, classificando a iniciativa como uma tentativa de incentivar ataques direcionados aos integrantes do Legislativo. O assunto acabou se tornando um dos principais temas dos debates políticos da semana.
Procurado pela coluna, o ex-prefeito afirmou não se recordar de ter enviado uma mensagem com esse teor, mas disse que não vê qualquer problema em incentivar integrantes de seu grupo político a se posicionarem publicamente.
"Não me lembro de ter mandado uma mensagem com esse conteúdo, mas não vejo problema nenhum em sugerir que as pessoas do meu grupo se posicionem politicamente", afirmou.
Pivetta argumentou que o debate político faz parte da atividade pública e comparou a atuação de seus apoiadores às manifestações feitas pelos próprios vereadores durante as sessões da Câmara.
"Os vereadores têm a tribuna da Câmara e também fazem críticas aos seus adversários políticos. Isso faz parte da política", declarou.
O ex-prefeito ressaltou ainda que sua postura não representa novidade e que suas manifestações sempre ocorreram de forma pública.
"Esse posicionamento meu não é novidade. Já falei isso em entrevistas para televisão, rádio e jornais. Minha posição é política, não é pessoal", afirmou.
Ao comentar as críticas recebidas por agentes públicos, Pivetta defendeu que quem ocupa cargo eletivo deve estar preparado para o debate e para o contraditório.
"Quem não quer ser alvo de críticas não seja agente político, não ocupe cargo político. Insisto: minhas diferenças são políticas", concluiu.
Vereadora Lucélia Ferrari afirma conhecer autor de cards com fake news e diz que informações poderão embasar medidas judiciais

Lucélia Ferrari / Reprodução
As repercussões em torno da divulgação de um áudio atribuído ao ex-prefeito Carlos Augusto Pivetta (PSD) ganharam um novo capítulo durante a sessão da Câmara Municipal de Votorantim. Ao utilizar a tribuna, a vereadora Lucélia Ferrari (PT) afirmou que ela e outros parlamentares já sabem quem seria o responsável pela produção de cards com informações falsas envolvendo vereadores e declarou que o endereço dessa pessoa também seria conhecido.
Segundo a vereadora, nos últimos dias circularam nas redes sociais artes contendo informações que classificou como falsas. Um dos cards afirmava que ela teria votado favoravelmente ao prefeito em determinada matéria, embora, segundo disse, estivesse em Brasília na data da votação. Lucélia também citou o vereador Diego da Padaria (Podemos), que, de acordo com ela, igualmente não participou da sessão mencionada.
A parlamentar afirmou ainda que outro material divulgado nas redes atribuía ao vereador Gaguinho apoio à criação de 30 cargos comissionados, embora, conforme declarou, ele estivesse afastado por motivo de saúde no dia da votação.
Durante seu pronunciamento, Lucélia fez um alerta aos usuários das redes sociais sobre o compartilhamento desse tipo de conteúdo.
"Você que está compartilhando fake news também é responsável. Assim que sair o processo, você responde junto porque compartilha", afirmou da tribuna.
Na sequência, a vereadora disse ter ouvido um áudio no qual uma pessoa orientaria terceiros a realizar críticas contra vereadores nos comentários das publicações da Gazeta de Votorantim. Sem citar nominalmente o autor da gravação, ela fez críticas ao comportamento que classificou como uma tentativa de organizar um "gabinete do ódio" para desgastar a imagem de parlamentares.
Lucélia afirmou ainda que ela e outros vereadores já teriam identificado quem seria o responsável pela produção das peças divulgadas nas redes sociais.
"Nós não estamos blefando. Inclusive, vou falar uma coisa: um deles mora lá no Vossoroca e, na hora que a gente mandar a polícia, a gente sabe o endereço certinho", declarou.
A vereadora diferenciou críticas políticas da divulgação de informações falsas, afirmando que qualquer cidadão tem o direito de discordar da atuação de agentes públicos, mas que, segundo ela, a tentativa de difamar ou atingir a honra de vereadores ultrapassa os limites do debate democrático.
Em outro trecho do pronunciamento, Lucélia afirmou que teria tido acesso ao conteúdo do áudio que motivou a discussão e declarou que um grupo de mensagens teria permitido que as informações chegassem aos parlamentares.
Ao encerrar sua manifestação, a vereadora fez um apelo para que a disputa política ocorra de forma transparente e sem ataques pessoais.
"A política não pode ser mais como está sendo em Votorantim. Quer ganhar, ganha de cara limpa", afirmou, acrescentando que acredita que as diferenças políticas devem ser resolvidas dentro dos princípios éticos e democráticos e concluindo com uma referência à sua fé: "Eu acredito em Deus. Contra você eu não vou fazer nada, mas eu vou esperar, porque Deus existe."
Pastor Luiz Carlos critica ataques a vereadores e defende respeito no debate político

Pastor Luiz Carlos / Reprodução
A repercussão do áudio atribuído ao ex-prefeito Carlos Augusto Pivetta também motivou manifestação do vereador Pastor Luiz Carlos dos Santos (PL) durante a sessão da Câmara Municipal de Votorantim. Em seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que tomou conhecimento da gravação e defendeu que a atuação política deve ser pautada pelo respeito, sem ataques pessoais ou tentativas de desqualificar adversários.
O vereador disse ter ficado surpreso ao ouvir o conteúdo do áudio, atribuído a uma pessoa por quem afirma ter consideração e amizade. Segundo Pastor Luiz Carlos, a gravação orientaria pessoas a realizarem críticas e ataques contra vereadores nas redes sociais.
"Ninguém constrói as coisas destruindo outras", afirmou o parlamentar ao iniciar sua manifestação.
Durante o discurso, Pastor Luiz Carlos ressaltou que, ao longo de sua trajetória política, sempre procurou manter uma relação respeitosa com os demais integrantes da Câmara, inclusive com vereadores que disputam votos no mesmo segmento do eleitorado.
"Eu sempre fui assim. Nunca fui de fazer críticas aos meus colegas. Tenho vereadores aqui que disputaram votos no mesmo local que eu, mas nunca tivemos uma divergência, porque a gente tem que ter respeito pelo outro", declarou.
Na sequência, o vereador afirmou que práticas voltadas à desqualificação de adversários podem comprometer a trajetória construída por um agente público.
"Uma história para ser construída às vezes leva décadas de trabalho, mas para jogar no lixo é um minuto só", disse.
O parlamentar também comentou a circulação de cards com informações que classificou como falsas envolvendo vereadores da Câmara. Como exemplo, citou uma publicação relacionada ao vereador Gaguinho, que, segundo ele, atribuía ao parlamentar um voto favorável à criação de 30 cargos, embora, conforme afirmou, ele não estivesse presente na sessão.
"Como pode fazer um card de um vereador que não estava aqui, como o Gaguinho, dizendo que ele votou 30 cargos? Isso é mentira", declarou.
Ao final de sua manifestação, Pastor Luiz Carlos fez um apelo para que as pessoas tenham cautela antes de compartilhar conteúdos nas redes sociais e afirmou que os cidadãos não devem agir apenas reproduzindo informações recebidas de terceiros.
"Você tome cuidado com o que fala. E você que está escutando e fazendo o que estão mandando, uma 'Maria vai com as outras' não chega a lugar nenhum", concluiu.
O pronunciamento ocorreu durante o debate sobre a divulgação de um áudio atribuído ao ex-prefeito Carlos Augusto Pivetta e sobre a circulação de conteúdos envolvendo vereadores nas redes sociais, tema que dominou parte da sessão legislativa da última terça-feira.
Roberto França afirma ter áudio e ameaça divulgar conteúdo durante sessão da Câmara

Roberto França / Repdodução
O vereador Roberto França (PL) elevou o tom do debate político durante a sessão da Câmara Municipal de Votorantim ao afirmar que possui um áudio atribuído ao ex-prefeito Carlos Augusto Pivetta e declarar que poderá divulgar o conteúdo caso os ataques contra vereadores continuem. O pronunciamento ocorreu em meio às discussões sobre a circulação de mensagens e publicações envolvendo parlamentares nas redes sociais.
Durante sua fala na tribuna, o vereador afirmou que teve acesso ao áudio e que a gravação já foi apresentada aos demais vereadores da Casa. Segundo ele, o conteúdo ainda não foi divulgado por orientação jurídica.
"Eu só não vou colocar o áudio porque o meu jurídico pediu para aguardar por causa da exposição pública. Eu não posso tomar processo, mas saiba que o áudio existe e foi apresentado para os vereadores", declarou.
Roberto França afirmou ainda que nunca havia levado divergências políticas para o campo pessoal, mas disse que mudaria sua postura caso os ataques persistissem.
"Quando vem para o lado pessoal, eu vou tomar para o lado pessoal. Nunca ataquei Vossa Excelência", afirmou.
Durante o pronunciamento, o vereador utilizou a expressão "Rivotril" em tom de ironia e fez críticas indiretas ao destinatário de sua fala, afirmando que a pessoa estaria excessivamente preocupada com a atuação da Câmara Municipal e dos vereadores.
Em outro trecho, Roberto França afirmou que os parlamentares estariam sendo alvo constante de ataques coordenados nas redes sociais e utilizou a expressão "gabinete do ódio" para se referir ao que considera uma atuação organizada contra integrantes do Legislativo.
"Nós estamos sendo atacados diariamente pelo seu gabinete do ódio", disse.
O parlamentar também declarou que possui o áudio em seu poder e voltou a afirmar que poderá torná-lo público.
"O áudio está aqui. Se mexer, a paciência acaba. Eu vou soltar", afirmou.
Na sequência, Roberto França mencionou a circulação de cards e outras publicações envolvendo agentes públicos e disse que vereadores teriam conhecimento sobre a origem desse material. Ainda durante o discurso, afirmou que, caso decidisse agir da mesma forma, poderia produzir conteúdos falsos e distribuí-los em grupos políticos, mas apresentou essa hipótese como uma comparação durante sua crítica.
Ao encerrar sua manifestação, o vereador defendeu que os debates políticos sejam direcionados às questões relacionadas ao município e criticou administrações anteriores.
"Agora vamos falar de coisa que ajuda a cidade de Votorantim. Vocês passaram, atrasaram, venderam a cidade e hoje sobrou a conta para a gente pagar", concluiu.
Rodrigo Kriguer diz ter ouvido áudio e afirma que resposta será dada com trabalho

Rodrigo Kriguer / Reprodução
O presidente da Câmara Municipal de Votorantim, Rodrigo Kriguer (PSD), também se pronunciou durante a sessão legislativa sobre o áudio atribuído ao ex-prefeito Carlos Augusto Pivetta, que repercutiu entre os vereadores e dominou os debates no plenário.
Durante sua manifestação, Kriguer afirmou que a melhor resposta às críticas dirigidas ao Legislativo será o trabalho desenvolvido pelos vereadores e disse que a Câmara continuará atuando de forma transparente.
"Trabalho. Essa é a melhor resposta para aqueles que ficam nos difamando, falando mal e criando narrativas contra esta Casa de Leis", declarou.
O presidente afirmou que, em sua avaliação, existe uma articulação para desgastar a imagem da Câmara Municipal e criticou o que classificou como tentativas de estimular ataques aos parlamentares por meio das redes sociais.
Segundo Kriguer, a situação chama a atenção pelo fato de pessoas que antes mantinham posições divergentes hoje estariam atuando em conjunto.
Durante o pronunciamento, o presidente também fez referência ao discurso da vereadora Lucélia Ferrari, afirmando compartilhar da decepção manifestada por ela em relação ao comportamento de uma liderança política.
Kriguer defendeu que um líder deve atuar de forma transparente e criticou o uso de mensagens em aplicativos para incentivar manifestações contra vereadores.
"Um líder não prega maldade. Líder não cria narrativas. Líder age com retidão e transparência, não nos bastidores utilizando mensagens de WhatsApp para fomentar pessoas a atacar esta Casa de Leis", afirmou.
O presidente da Câmara declarou ainda que também teve acesso ao áudio que motivou as manifestações dos vereadores durante a sessão.
"Eu ouvi esse áudio também. É muito triste", disse.
Ao encerrar seu pronunciamento, Rodrigo Kriguer afirmou que a resposta aos acontecimentos será dada por meio do trabalho desenvolvido pelo Legislativo e da atuação dos órgãos de fiscalização.
"Vamos dar a resposta com trabalho, com a compreensão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, e não por quem age, segundo a minha avaliação, no submundo da política", concluiu.
Comissão de Ética da Câmara poderá analisar representação contra vereador Fernando Fernandes

Fernando Fernandes / Por Werinton Kermes
A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Votorantim poderá iniciar a análise de uma representação envolvendo o vereador Fernando Fernandes (PP). O documento foi encaminhado à presidente da comissão, vereadora Lucélia Matilde Ferrari, por meio do Ofício nº 010/2026, expedido pela Ouvidoria da Câmara em 25 de junho de 2026.
A representação tem origem em uma reclamação formal apresentada por um estagiário da Câmara Municipal, que relata condutas atribuídas ao parlamentar e que, em tese, poderiam caracterizar violação aos deveres éticos inerentes ao exercício do mandato.
No despacho encaminhado à Comissão de Ética, a presidente Lucélia Ferrari entende que a documentação enviada pela Ouvidoria reúne elementos suficientes para justificar a abertura da fase inicial de apuração. O texto ressalta, entretanto, que essa providência não representa qualquer conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do vereador, devendo ser observados os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
Caso a representação seja admitida pelos integrantes da Comissão de Ética, Fernando Fernandes será formalmente notificado e terá a oportunidade de apresentar defesa e produzir as provas que considerar pertinentes durante a instrução do procedimento.
Ainda de acordo com o documento, a eventual instauração do processo tem como objetivo preservar a moralidade administrativa, a transparência, a legalidade e a credibilidade institucional da Câmara Municipal de Votorantim. Ao final da apuração, caberá à Comissão elaborar parecer indicando as providências que entender cabíveis.
O recebimento da representação e a abertura formal da investigação ainda dependem da deliberação dos demais membros da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.
Até o momento, a Câmara Municipal não informou a data em que o colegiado apreciará a admissibilidade da representação. Caso seja aceita, será instaurado procedimento para apurar os fatos narrados na reclamação envolvendo o vereador Fernando Fernandes (PP).
Rita Passos cumpre agenda em Votorantim e intensifica articulações políticas na região

Rita Passos / Por Werinton Kermes

Mônica Marsal e Rita Passos / Por Werinton Kermes
A ex-deputada estadual e ex-secretária de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Rita Passos (PSD), esteve em Votorantim na manhã da última sexta-feira (26), cumprindo uma agenda de visitas e reuniões que reforça sua presença política na Região Metropolitana de Sorocaba.
Apontada como pré-candidata a deputada estadual nas eleições deste ano, Rita iniciou a programação com uma visita à EPA Itapeva – Estação Pública de Atendimento, equipamento municipal que concentra diversos serviços destinados à população e busca facilitar o acesso dos cidadãos ao atendimento público.
Na sequência, esteve na redação da Gazeta de Votorantim, onde concedeu entrevista ao programa Cotidiano, apresentado por Mônica Marsal. Durante a conversa, abordou temas relacionados à política estadual, ao desenvolvimento regional e aos desafios enfrentados pelos municípios paulistas.
A agenda foi encerrada com uma reunião no gabinete do prefeito Weber Manga (Republicanos). Rita Passos esteve acompanhada por assessores durante toda a visita.
Com trajetória consolidada na política paulista, Rita Passos foi eleita deputada estadual por três legislaturas consecutivas, nos anos de 2006, 2010 e 2014. Também ocupou o cargo de secretária de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo entre 2009 e 2010.
A passagem por Votorantim integra uma série de visitas que a ex-parlamentar vem realizando em municípios do interior paulista, ampliando o diálogo com lideranças políticas, representantes da sociedade e gestores públicos em meio às articulações para o processo eleitoral deste ano.
Roberto França protocolará pedido de audiência pública para debater serviços prestados pelos cartórios de Votorantim

Foto: Werinton Kermes

Foto: Werinton Kermes

Foto ilustrativa
O vereador Roberto França (PL) protocolará na próxima segunda-feira (29) um requerimento solicitando a realização de uma audiência pública para discutir os serviços prestados pelos cartórios instalados em Votorantim. A proposta é abrir um espaço de diálogo entre a população, representantes dos cartórios, autoridades e instituições ligadas ao sistema de Justiça, com o objetivo de avaliar a qualidade do atendimento, esclarecer dúvidas e identificar possíveis melhorias.
Os cartórios desempenham papel fundamental na vida da população, sendo responsáveis por serviços como registro de imóveis, escrituras, inventários, reconhecimento de firmas, autenticações, registros civis de nascimento, casamento e óbito, além de protestos, títulos e diversos outros atos essenciais para cidadãos, empresas e órgãos públicos.
A expectativa é que a audiência reúna representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Prefeitura, Câmara Municipal, cartórios da cidade e entidades da sociedade civil.
O debate também interessa diretamente a diversos segmentos da economia e da comunidade, entre eles advogados, corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, engenheiros, arquitetos, contadores, despachantes, empresários, comerciantes, bancos, cooperativas de crédito, tabeliães, registradores, profissionais do mercado imobiliário, além de cidadãos que utilizam regularmente os serviços cartorários.
Segundo Roberto França, a audiência pretende fortalecer o diálogo institucional e oferecer à população a oportunidade de apresentar sugestões, críticas e experiências relacionadas aos serviços prestados pelos cartórios do município. A iniciativa também busca contribuir para o aperfeiçoamento do atendimento e ampliar a transparência sobre procedimentos que fazem parte da rotina de milhares de pessoas.
Após o protocolo do requerimento, a data da audiência pública dependerá da aprovação da Mesa Diretora da Câmara Municipal.





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