Advogada de Votorantim move processo por exclusão de herança de filha adotada
Bárbara Ross
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O escritório Ross advogados, que atua em Votorantim há quase 10 anos, está à frente do caso de Rosângela Rossi, filha adotiva de Antonio Rossi (dono de uma fábrica de refrigerantes famosa, localizada em Tatuí), que foi excluída da herança após a morte do patriarca, em 1999. O caso ganhou repercussão nacional.
A sócia fundadora do escritório, Bárbara Ross, disse que se trata de um “processo milionário”, que está em fase de instrução e tramita, há mais de um ano, em segredo de justiça, em primeira instância. A advogada informou, ainda, “que a briga está longe de acabar, mas que acredita no sucesso da demanda”.
No escritório Ross advogados, Bárbara Ross conta com uma equipe de profissionais especializados no Direito.
Entenda o caso
O drama de Rosângela Rossi ganhou repercussão nacional após sua história ter sido contada no programa Balanço Geral, da Record TV. Ela é filha adotiva de Antonio Rossi, dono de uma fábrica de refrigerantes de Tatuí, na Região Metropolitana de Sorocaba, e teria sido excluída da herança após a morte do patriarca, em 1999. Na verdade, Rosângela Rossi é filha do fundador da empresa e irmã de Antonio Rossi, que a adotou quando ela ainda era criança.
Rosângela Rossi descobriu que tinha sido adotada quando estava com 15 anos, após ouvir uma conversa entre uma funcionária da família Rossi e outra pessoa. Após a descoberta, ela começou a ter maior compreensão de própria história familiar.
A família Rossi era muito unida e festiva. Após a morte de Antonio Rossi, a união foi esfriando. Segundo a advogada Bárbara Ross, Rosângela Rossi teria sido pressionada pela própria mãe a não aceitar a participação na fábrica e após a partilha perdeu totalmente o contato.
Ao Balanço Geral, Rosângela Rossi contou que, após a morte de Antonio Rossi, ela recebeu dois imóveis e R$ 80 mil como parte da herança, valor bem menor do que ela teria como direito. Ela enfatizou “que nem tudo é por dinheiro: Sempre lutei pelo lado afetivo, pela união. Esse é o meu forte, o amor. Só que eu vi que do lado de lá não tem esse amor", lamentou.
Em matéria publicada no portal R7, Rosângela Rossi afirma que excluída pela família e que está abalada com a distância. “Já são mais de duas décadas sem fazer parte das confraternizações de família, sem ter contato com a mãe, e convivendo só com a dor de carregar um nome que a faz lembrar da rejeição”.
A herdeira disse que a história de amor e união foi abalada por alguns milhões de reais. “É impossível eles não sentirem nada, não ter um afeto, não relembrar uma história. O dinheiro falou mais alto”, falou ao portal.
Aos 15 anos, quando soube adoção, aos poucos foi entendendo a história da própria vida. Mas, os laços foram se afrouxando após a morte do pai. Segundo a advogada dela, a mulher teria sido pressionada pela própria mãe a não aceitar a participação na fábrica e após a partilha perdeu totalmente o contato.
A herdeira excluída escolheu o escritório Ross advogados, de Votorantim, para defender os seus direitos assim que conheceu o trabalho da equipe de profissionais que atuam no ramo do direito.
A Gazeta de Votorantim não conseguiu contato com a família. (Da redação)





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