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Votorantim,24/02/2026

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    O trecho da morte em Votorantim que as autoridades insistem em ignorar


    O trecho da morte em Votorantim que as autoridades insistem em ignorar


    Por Werinton Kermes*


    Quem será o próximo a morrer no trecho da morte em Votorantim? Até quando vamos sepultar trabalhadores, mães, pais, jovens e idosos antes que o poder público trate o km 100 da Rodovia Raimundo Antunes Soares (SP-79) como prioridade absoluta? A pergunta é dura, mas necessária.

    Há mais de 20 anos, a Polícia Rodoviária utiliza, semanalmente, ou quase diariamente, o mesmo ponto de fiscalização, no trecho para quem chega a Votorantim ou acessa a Raposo Tavares pela Avenida Comendador Pereira Inácio, na altura do número 2126, conhecido pela venda de bonecos de ETs. O trabalho é correto, reconhecido e eficiente. Mas isso escancara uma contradição: se há tanta atenção a um único cruzamento, por que o trecho mais letal da cidade permanece entregue ao abandono?

    De quem é essa conta? Do governo municipal, que não coloca o tema na pauta das urgências? Ou do governo estadual, cujo governador talvez nem saiba que, aqui, existe um pedaço de rodovia que condena pessoas à morte?

    Não é preciso acionar órgãos de transporte, ARTESP ou DER para comprovar a gravidade. Uma simples busca no Google revela que, entre 2019 e 2025, o número de acidentes fatais no km 99 ao 101 supera, de longe, qualquer outro ponto de Votorantim e região. Ainda assim, nada muda. Falta o quê? Capacidade? Vontade política? Ou que alguém da família de quem decide seja a próxima vítima?

    A SP-79, chamada Raimundo Antunes Soares neste trecho, apesar de alguns insistirem em nomeá-la como Tenente Celestino Américo, denominação válida apenas entre Tapiraí e Juquiá, já coleciona óbitos suficientes para justificar intervenções urgentes: novo trevo, redutores, iluminação, sinalização inteligente e presença permanente de fiscalização.

    O que vemos, porém, é a polícia surgir apenas no dia seguinte à tragédia, quando vidas já se perderam e famílias já estão destruídas.

    Votorantim não pode mais conviver com esse ritual macabro. É hora de governo municipal e estadual assumirem suas responsabilidades. Porque esperar o próximo corpo na pista não é política pública: é negligência.


    *Jornalista, documentarista e editor-chefe da GV


    SP 79



    Avenida Comendador Pereira Inácio




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