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Votorantim,25/05/2026

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    Fiscalização do Tribunal de Contas aponta falhas no controle de materiais da Educação de Votorantim


    Fiscalização do Tribunal de Contas aponta falhas no controle de materiais da Educação de Votorantim



    Uma fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo identificou uma série de irregularidades e fragilidades na gestão de materiais escolares e na estrutura de armazenagem da Prefeitura de Votorantim. A ação faz parte da “I Fiscalização Ordenada 2026”, que avaliou desde a distribuição de materiais até as condições do almoxarifado e o funcionamento em unidades escolares.

    O ponto que chamou atenção foi a ausência de rotinas de auditoria interna e de procedimentos formais para controle de estoque, solicitação e registro de entrega de materiais em diversas etapas do processo. 

    A fiscalização também apontou falhas estruturais no almoxarifado municipal. Entre os problemas estão infiltrações, presença de bolor, iluminação inadequada e condições de higiene consideradas insatisfatórias. 

    Foram encontrados ainda diversos equipamentos danificados ou sem uso, como computadores, impressoras e periféricos, evidenciando acúmulo de materiais inservíveis. 

    Um dos pontos mais críticos identificados foi a inconsistência nos registros de estoque. Em diversos itens analisados, houve diferença entre a quantidade registrada no sistema e a verificada fisicamente. Entre os exemplos, estão materiais que sequer constavam no sistema, apesar de existirem em grande quantidade, como uniformes e mochilas. Em outros casos, o número físico era muito superior ou inferior ao registrado, indicando falhas no controle de entrada e saída. 

    O relatório também aponta que não houve entrega de materiais escolares nem de uniformes no ano letivo de 2026 até o momento da fiscalização. Apesar disso, foram encontradas grandes quantidades de uniformes armazenados, muitos sem registro no sistema de controle. 

    Também foi constatada a ausência de controle de estoque mínimo nas escolas, o que pode comprometer o abastecimento adequado ao longo do ano letivo. 

    Apesar disso, a fiscalização não identificou problemas na rastreabilidade dos itens analisados, ou seja, foi possível acompanhar o caminho de alguns materiais desde a aquisição até a entrega nas escolas. 

    Diante das irregularidades, a Prefeitura foi formalmente notificada e deverá apresentar justificativas. O conselheiro Maxwell Borges de Moura Vieira concedeu prazo de 10 dias para manifestação dos responsáveis, incluindo o prefeito.

    O despacho também alerta que a persistência das falhas pode resultar na reprovação das contas municipais e eventual comunicação ao Ministério Público Estadual.





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