Anta ferida e debilitada é resgatada em Tapiraí; indícios apontam possível ação de caçadores
Uma anta adulta, animal símbolo da biodiversidade brasileira, foi resgatada na manhã de terça-feira (9) em Tapiraí. O animal, batizado de “Neymar” pela equipe de resgate, foi encontrado em estado bastante debilitado, com diversos ferimentos pelo corpo e sinais que podem indicar a ação de caçadores.
De acordo com Patrícia Faria, do Instituto Ecos da Floresta, os primeiros contatos de moradores relatando a situação do animal ocorreram por volta das 7h da manhã. Após o acionamento, ela permaneceu no local acompanhando a ocorrência até a chegada da equipe especializada do CRAS Núcleo da Floresta, de São Roque, responsável pelo resgate.
Segundo os especialistas que participaram da operação, foram identificados indícios de que o estado do animal pode estar relacionado à atividade de caça. A anta, que pesa aproximadamente 180 quilos, apresentava diversos machucados e estava bastante enfraquecida quando foi encontrada.
A ação contou ainda com o apoio da Prefeitura de Tapiraí, da Defesa Civil e do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema). Após ser capturado com segurança, o animal foi encaminhado para receber tratamento e acompanhamento veterinário junto à equipe do Núcleo da Floresta.
Tapiraí está inserida em uma das áreas mais preservadas da Mata Atlântica paulista e abriga uma rica diversidade de espécies da fauna silvestre. No entanto, a caça ilegal continua sendo uma ameaça constante à vida selvagem da região. Entre os motivos estão o consumo da carne de animais silvestres e a caça praticada como atividade recreativa.
Especialistas alertam que a riqueza biológica do município acaba atraindo caçadores vindos de outras localidades, que, em alguns casos, contam com o apoio de moradores em troca de vantagens financeiras. Há ainda situações em que a caça está associada à exploração ilegal do palmito juçara, ampliando os impactos sobre os ecossistemas locais.
Agora, a expectativa é pela recuperação de “Neymar”. A equipe responsável pelo atendimento segue acompanhando o quadro clínico do animal.
Colaborou Patrícia Faria





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