Bem-estar movimenta mercado bilionário e muda hábitos de compra dos brasileiros nos supermercados
Fonte: Assessoria de imprensa
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Divulgação O conceito de bem-estar deixou de estar restrito às academias ou aos consultórios e passou a influenciar diretamente a forma como os brasileiros fazem suas compras. Cada vez mais atentos à saúde, os consumidores buscam alimentos que unem qualidade nutricional, praticidade e funcionalidade, impulsionando o crescimento de categorias como produtos integrais, ricos em proteínas, sem adição de açúcar, funcionais, naturais e suplementos alimentares.
O movimento acompanha uma tendência mundial. Segundo o Global Wellness Institute (GWI), o mercado global de wellness movimenta atualmente US$ 5,6 trilhões e deve alcançar US$ 9 trilhões até 2028. No Brasil, o setor já representa US$ 96 bilhões, colocando o país entre os maiores consumidores de produtos e serviços voltados ao bem-estar.
Essa transformação também já é percebida no varejo supermercadista, a preocupação dos consumidores vai além do preço e alcança aspectos como composição nutricional, qualidade dos ingredientes e benefícios dos alimentos para a saúde. Na Rede Bom Lugar, esse comportamento é cada vez mais evidente. Segundo o gerente de compras de uma das unidades da rede, Vitor Yuji Hisatugo, a procura por produtos voltados ao bem-estar cresceu de forma significativa nos últimos anos e deixou de atender apenas um público específico.
"Hoje, o cliente busca mais informações, compara opções e procura alimentos que contribuam para uma rotina mais equilibrada. Produtos ricos em proteína, suplementos e itens funcionais deixaram de ser exclusivos de quem pratica atividade física e passaram a fazer parte do dia a dia de muitos consumidores. Acompanhando esse movimento, recentemente criamos um folheto de ofertas focado neste mix de produtos saudáveis, o que fez aumentar ainda mais a procura", afirma Yuji.
Entre os produtos oferecidos nas lojas da Rede Bom Lugar que vêm registrando maior crescimento nas vendas estão whey protein, barras e bebidas proteicas, alimentos integrais, produtos zero açúcar, snacks saudáveis, suplementos alimentares, além de opções sem glúten, sem lactose e produtos naturais. "Nosso objetivo é oferecer variedade, qualidade e opções para diferentes perfis de consumidores. Hoje podemos dizer que a alimentação saudável deixou de ser um nicho e passou a fazer parte da cesta de compras de muitas famílias, que buscam equilíbrio sem abrir mão da praticidade e do custo-benefício", destaca Yuji.
Alimentação deixa de ser apenas fonte de energia
Para o nutricionista Fabian Lopez, a alimentação passou a ser encarada como uma ferramenta de prevenção e promoção da saúde, o que explica o crescimento da procura por alimentos com maior valor nutricional. "O consumidor está muito mais preocupado em viver mais e melhor. Hoje, a alimentação deixou de ser apenas uma forma de matar a fome e passou a ser vista como uma ferramenta para melhorar a saúde, a disposição, o desempenho físico e a qualidade de vida", explica.
Segundo o especialista, esse novo comportamento também impulsionou o interesse pela chamada meta proteica diária, conceito que ganhou força nos últimos anos. "A proteína promove maior saciedade, auxilia na manutenção da massa muscular, participa da produção de hormônios, enzimas e anticorpos e é fundamental durante o emagrecimento e o envelhecimento saudável. Hoje sabemos que não basta apenas perder peso; o objetivo é reduzir gordura preservando a massa muscular", ressalta.
Fabian destaca ainda que o aumento da utilização de medicamentos para perda de peso, como os agonistas do GLP-1, também contribuiu para essa mudança de comportamento. Como esses medicamentos reduzem significativamente o apetite, cresce a preocupação em garantir uma ingestão adequada de proteínas para evitar a perda de massa muscular.
Atenção aos rótulos faz diferença
Com tantas opções disponíveis, o nutricionista orienta que o consumidor vá além das frases de destaque nas embalagens. "Expressões como 'fitness', 'light', 'zero' ou 'integral' não garantem, por si só, que um produto seja saudável. O ideal é observar a lista de ingredientes, a quantidade de açúcares adicionados, sódio, fibras e proteínas, além de avaliar a composição como um todo", orienta.
Ele reforça que praticidade e alimentação saudável podem caminhar juntas, legumes congelados, frutas congeladas, vegetais minimamente processados, iogurtes naturais, grãos cozidos, proteínas já preparadas e bebidas proteicas são exemplos de alimentos que ajudam a manter uma rotina equilibrada mesmo diante da falta de tempo.
Para o nutricionista, o principal aprendizado desse novo momento é que saúde não depende de soluções milagrosas. "O maior conceito de alimentação saudável hoje não é fazer dieta restritiva, mas fazer escolhas inteligentes. Pequenas mudanças, repetidas diariamente, têm muito mais impacto na saúde do que modismos ou promessas de resultados rápidos".
Fonte: Assessoria de imprensa





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