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Votorantim,31/10/2026

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    Instituto Moriah afirma que Hospital Municipal de Votorantim mantém atendimentos apesar de dificuldades financeiras

    Fonte: Divulgação
    Instituto Moriah afirma que Hospital Municipal de Votorantim mantém atendimentos apesar de dificuldades financeiras


    Uma denúncia encaminhada à Gazeta de Votorantim aponta preocupação com as condições de funcionamento do Hospital Municipal de Votorantim. Entre os problemas relatados estão dificuldades no abastecimento de insumos, medicamentos e materiais básicos, atraso no vale-alimentação dos colaboradores e questionamentos sobre a disponibilidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Segundo o relato, a falta de materiais teria chegado ao ponto de comprometer a impressão de prescrições médicas. Também foi apontada uma possível restrição na admissão de novos pacientes na Clínica Médica por falta de insumos.

    A denúncia questiona ainda a utilização de detergente comum na limpeza do hospital, em razão da suposta falta de produtos específicos para higienização hospitalar, além da informação de que dois dos dez leitos de UTI não estariam disponíveis.

    Em resposta, o Instituto Moriah, responsável pela gestão da unidade, atribuiu as dificuldades financeiras aos atrasos nos repasses contratuais da Prefeitura, que, segundo a instituição, ocorrem desde agosto de 2025.

    O instituto afirma que a situação compromete a gestão e o abastecimento hospitalar, mas ressalta que não houve interrupção da assistência por falta de insumos, medicamentos ou exames. Também informou que recebeu novos materiais ao longo desta semana, inclusive papel sulfite, e que o estoque desse item não chegou a ser interrompido.

    Sobre a UTI, o Moriah esclareceu que os dez leitos previstos em contrato estão estruturados e contam com equipe dimensionada. Habitualmente, nove são disponibilizados para admissões provenientes da UPA, enquanto um permanece como retaguarda para possíveis intercorrências graves de pacientes já internados. Conforme a necessidade, até dois leitos podem ser mantidos nessa condição.

    A instituição afirma que nenhuma solicitação de vaga de UTI encaminhada pela UPA foi recusada e informa que a taxa média de ocupação da unidade nos últimos três meses foi de aproximadamente 70%.

    Quanto à limpeza, o instituto declarou que realizou uma verificação após tomar conhecimento da denúncia e constatou a existência de produtos de higienização na unidade.

    Em relação aos trabalhadores da higiene e lavanderia, informou que os salários pendentes foram integralmente quitados no início da semana passada e que atualmente os serviços contam com equipe completa.

    Já sobre o vale-alimentação, o Moriah confirmou que o benefício, com vencimento no dia 20, está atrasado devido à ausência dos repasses financeiros necessários por parte da Prefeitura.

    Por fim, a instituição afirmou que a Secretaria Municipal de Saúde e a administração municipal já foram formalmente notificadas sobre os valores pendentes e que a regularidade dos repasses é fundamental para a manutenção dos serviços hospitalares.





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