Divulgação Manifesto minha indignação e e quero denunciar a situação enfrentada pelo meu pai na UPA do Jataí, em Votorantim, no dia 25 de outubro, após sofrer um AVC hemorrágico.Meu pai foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que o encaminhou à UPA de Votorantim. Ao chegar à unidade, apresentava pressão arterial de 20 por 11, um valor extremamente elevado. Ele recebeu medicação e foi encaminhado à emergência, onde o médico nos questionou sobre os medicamentos que utilizava. Após aproximadamente meia hora, meu pai foi colocado em um corredor, onde ficou aguardando transferência para um hospital particular, no qual receberia atendimento pelo convênio. Por volta das 20h30, fomos informados de que a ambulância do convênio já havia sido acionada e que precisaríamos aguardar. O tempo passou, mas a ambulância não chegava. Às 21h30, continuávamos esperando. Às 22h30, meu pai ainda permanecia no corredor. Desde que recebeu a medicação inicial, não observamos nenhuma outra assistência ou avaliação médica. O que mais nos revoltou foi ouvir do médico que meu pai teria sofrido apenas uma convulsão e que poderia estar bem, não necessitando de remoção por ambulância. Nossa indignação aumentou quando, finalmente, meu pai chegou ao hospital particular. Lá, foi diagnosticado com um AVC hemorrágico e transferido com urgência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Diante disso, fica a pergunta: como um quadro tão grave pôde ser tratado como se fosse apenas uma convulsão? Como um paciente chega à unidade com pressão arterial de 20 por 11 e permanece por horas aguardando transferência, sem que a família perceba um acompanhamento adequado de sua pressão e de seu estado de saúde? Estamos falando de uma emergência médica. Um AVC hemorrágico é uma condição grave, que exige avaliação rápida e cuidados especializados. Como família, não conseguimos compreender como a situação foi conduzida com tamanha aparente tranquilidade, enquanto vivíamos momentos de desespero, sem saber o que realmente estava acontecendo com nosso pai. Por volta das 23h, diante da demora e da falta de informações claras, fui com meu irmão até o Modelo para tentar entender o que estava acontecendo. Lá, recebemos um telefone e entramos em contato com a central responsável pelo transporte. Para nossa indignação, fomos informados de que o pedido da ambulância havia sido feito pela UPA havia apenas dez minutos. Como uma família pode esperar por horas acreditando que a ambulância já foi solicitada e, depois de todo esse tempo, descobrir que o pedido teria sido feito somente naquele momento? Enquanto isso, meu pai permanecia aguardando transferência, e nossa família enfrentava momentos de angústia, medo e desespero. Infelizmente, minha indignação não se limita ao caso do meu pai. Também quero chamar a atenção para as condições enfrentadas pelos pacientes na UPA de Votorantim. Durante nossa permanência na unidade, percebemos a falta de itens básicos, como copos para beber água e papel higiênico. Também questiono se os pacientes estão recebendo as avaliações e os exames necessários para investigar adequadamente seus sintomas. A população procura uma unidade de pronto atendimento porque precisa de ajuda e não pode ficar à mercê da demora, da falta de estrutura ou de avaliações que aparentem minimizar a gravidade dos sintomas. Fica aqui minha revolta e meu questionamento: até quando a população de Votorantim terá que enfrentar situações como essa para conseguir atendimento digno? Faço um apelo ao prefeito de Votorantim e aos responsáveis pela saúde do município para que se posicionem diante dos problemas relatados e tomem providências em relação ao atendimento prestado na UPA do Jataí. A população merece respeito, estrutura, profissionais preparados e, acima de tudo, assistência adequada. Não estamos pedindo nenhum privilégio. Estamos cobrando um direito básico: atendimento de saúde digno e seguro. Meu pai poderia ser o pai de qualquer outra pessoa. Amanhã, poderia ser sua mãe, seu filho, seu irmão ou alguém da sua família. Nenhuma família deveria passar por horas de angústia enquanto um ente querido aguarda transferência após um episódio tão grave. Deixo registrada minha indignação e espero uma resposta dos responsáveis. A saúde não pode esperar, e a vida das pessoas não pode ser tratada com descaso. Queremos respostas! Queremos respeito! Queremos um atendimento digno para a população de Votorantim!
Vanessa
Resposta: A Prefeitura de Votorantim não respondeu.






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