Câmara de Votorantim rejeita abertura de Comissão Processante contra prefeito Weber Manga
A Câmara Municipal de Votorantim rejeitou, na manhã desta terça-feira (19), por 6 votos a 2, o pedido de instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga. A representação havia sido protocolada na última sexta-feira (15) por Daniel Kaique de Barros, de 27 anos, morador da Vila Nova Votorantim e assessor do agente político Diego Nalesso.
Durante a sessão, foi realizada a leitura da representação protocolada e, na sequência, apresentado o parecer do departamento jurídico da Câmara, que opinou pelo não recebimento do pedido de instauração da Comissão Processante.
De acordo com o parecer jurídico, a representação apresentada seria genérica, sem descrição detalhada dos atos atribuídos ao chefe do Executivo e sem provas mínimas que justificassem a abertura da comissão. O documento também apontou ausência de comprovação da legitimidade do autor da denúncia, já que não teria sido anexada cópia do título de eleitor.
A Procuradoria Jurídica da Câmara destacou ainda que a denúncia não apresentou “substrato fático e probatório mínimo”, além de apontar possível afronta ao artigo 5º do Decreto-Lei nº 201/1967, que exige exposição dos fatos e indicação das provas para o recebimento da denúncia.
Após a leitura do parecer, os vereadores realizaram votação nominal sobre o recebimento da representação.
Foram registrados seis votos contrários à abertura da Comissão Processante e dois votos favoráveis.
Votaram contra o recebimento do pedido:
• Daniel da Farmácia (PL)
• Pr. Dr. Luiz Carlos (PL)
• Professor Luciano da Camps (Republicanos)
• Roberto França (PL)
• Rogério Lima (Republicanos)
• Ronaldo Camargo (PL)
Votaram favoráveis à instauração da Comissão Processante:
• Fernando Fernandes (PP)
• José Antônio de Oliveira “Gaguinho” (O Democrata)
O vereador Diego da Padaria (Podemos) esteve ausente da sessão por motivo de saúde.
Já a vereadora Lú Ferrari (PT) teve ausência justificada por meio de ofício datado de 5 de maio, informando viagem a Brasília.
O presidente da Câmara, Rodrigo Kriguer (PSD), só vota em caso de empate.
Representação citava denúncias e apontamentos da gestão municipal
Na representação protocolada, Daniel Kaique de Barros alegava a existência de “sucessivos apontamentos” envolvendo a administração municipal, incluindo decisões cautelares do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), denúncias de irregularidades contratuais, atrasos de repasses financeiros e paralisações de serviços públicos essenciais. O documento também citava possíveis impactos em áreas como saúde, educação, transporte público, limpeza urbana e assistência social.
Entre os temas mencionados estavam o contrato de aproximadamente R$ 7,6 milhões para aquisição de uniformes escolares, investigações envolvendo a UPA Central, atrasos de repasses à APAE, paralisação do transporte público, denúncias relacionadas à merenda escolar, além de mudanças no primeiro escalão do governo municipal.
O relatório também mencionava o fechamento da UPA Infantil, o encerramento da UTI Neonatal, denúncias envolvendo abastecimento da frota pública e o fim da parceria com a Coopervot.
Por Luciana Lopez
atualizado às 10h02





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