Coluna Cerca-lourenço de 23/05/2026
TJSP cria varas especializadas para combater crime organizado e lavagem de dinheiro em São Paulo

A nova organização transformará duas varas já existentes em São Paulo na 1ª e 2ª Varas Estaduais de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. O TJSP também aprovou a criação da 3ª e 4ª Varas Estaduais da mesma especialidade, além de uma Vara Estadual das Garantias, destinada exclusivamente à fase investigativa desses crimes.
Outra novidade é a criação da Vara Estadual Especializada em Crimes contra a Ordem Tributária e Econômica e Crimes em Licitações e Contratos Administrativos, voltada ao julgamento de delitos relacionados a fraudes, corrupção e irregularidades em contratos públicos.
Segundo o Tribunal, a iniciativa integra um projeto da atual gestão voltado ao fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado no estado. A proposta acompanha discussões nacionais conduzidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que defendem a ampliação da especialização judicial como estratégia prioritária no combate às organizações criminosas e à lavagem de dinheiro.
Falta de comunicação entre Prefeitura e Votoprev gera tensão entre aposentados em Votorantim


O que deveria ser apenas mais um dia de pagamento do adiantamento salarial dos servidores municipais de Votorantim acabou se transformando em um momento de preocupação e insegurança para aposentados e pensionistas do município.
Na última quarta-feira (20), data prevista na Lei Orgânica do Município para o pagamento do chamado “vale”, os servidores ativos receberam normalmente os valores. Já os aposentados e pensionistas ligados à Fundação da Seguridade Social dos Funcionários Públicos do Município de Votorantim, a Votoprev, passaram horas de apreensão após um comunicado informar que o repasse financeiro necessário ainda não havia sido realizado pela Prefeitura ao órgão de previdência.
A mensagem enviada aos beneficiários dizia que “o repasse financeiro necessário para efetivação do crédito referente ao adiantamento salarial ainda não foi realizado até o presente momento”, acrescentando que os setores responsáveis acompanhavam a situação e que o pagamento poderia ocorrer até o fim do dia, “considerando o prazo bancário necessário para processamento do depósito”.
O comunicado gerou forte preocupação entre aposentados, muitos deles arrimos de família e dependentes diretos do valor para despesas essenciais, como alimentação, medicamentos e contas básicas. A incerteza sobre o pagamento provocou um cenário de grande estresse e levou à convocação de uma reunião extraordinária de emergência na própria fundação.
Segundo a ata da 2ª Reunião Extraordinária do Conselho Administrativo e do Comitê de Investimentos da Votoprev, realizada às 14h do mesmo dia, a fundação informou que havia oficiado a Prefeitura no dia 15 de maio sobre a necessidade de cobertura do déficit financeiro do período, no valor de R$ 2.205.641,45, conforme prevê o artigo 101 da Lei Municipal nº 1.830/2005.
Durante a reunião, a presidente da fundação, Alessandra Camargo, relatou que recebeu, por telefone, a informação do secretário municipal de Finanças, Rafael Bassi, de que o repasse não seria realizado naquele momento, situação que comprometeria a disponibilidade financeira necessária para o pagamento do adiantamento aos aposentados vinculados ao Fundo em Repartição.
A ata ainda aponta que houve solicitação para utilização de recursos do Fundo de Capitalização, no valor de R$ 2 milhões, hipótese considerada inviável pela própria fundação devido à vedação expressa na legislação. O Conselho Administrativo e o Comitê de Investimentos se manifestaram contrários à medida excepcional, destacando riscos legais e apontando que a responsabilidade pela cobertura da insuficiência financeira é do Município e de suas autarquias.
Outro ponto destacado no documento é que, segundo a fundação, não houve comunicação formal prévia sobre o repasse, o que dificultou o planejamento e a segurança na divulgação das informações aos beneficiários. O cenário de indefinição contribuiu diretamente para o clima de insegurança vivido pelos aposentados ao longo do dia.
Questionada sobre o caso, a Prefeitura de Votorantim informou que “o prazo para o pagamento do repasse à Votoprev é 20 de maio e a transferência bancária foi feita regularmente, dentro do expediente bancário”.
Ainda conforme registrado em ata, antes mesmo do encerramento da reunião extraordinária, o valor do déficit financeiro acabou sendo depositado pela Prefeitura na conta da fundação permitindo a efetivação do pagamento.
Apesar de o depósito ter sido realizado dentro do prazo informado pela administração municipal, a situação demonstrou falhas na comunicação entre Prefeitura e Votoprev. Mais do que o cumprimento técnico dos prazos, expôs a importância de um fluxo institucional por parte da Secretaria de Finanças mais claro, organizado e transparente, principalmente quando envolve aposentados e pensionistas que dependem diretamente desses recursos para sua subsistência.
Votoprev vira tema sensível e expõe desconforto do governo durante audiência da LDO

Silos Meira Por Divulgação

Luciana Lopez Por Divulgação

Rodrigo Kriguer Por Divulgação

Rafael Bassi Por Divulgação
Na discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, realizada pela Câmara Municipal de Votorantim na última quinta-feira (21), um tema específico acabou roubando a cena e evidenciando um desconforto visível por parte do governo municipal: a situação da Fundação da Seguridade Social dos Funcionários Públicos do Município de Votorantim (Votoprev).
Embora as audiências públicas tenham sido convocadas para discutir as metas e prioridades da administração para 2027, o debate ganhou outro tom quando surgiram questionamentos sobre os repasses e o planejamento financeiro da Prefeitura em relação ao instituto de previdência dos servidores municipais.
Pela manhã, o servidor público Silos Meira levantou a questão durante o espaço destinado às perguntas. Já no período da noite, o assunto voltou à tona, após questionamento da jornalista da Gazeta de Votorantim Luciana Lopez, reforçado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Kriguer (PSD).
A impressão que ficou foi a de que o governo tentou evitar aprofundar o tema. A resposta inicial caminhou para a possibilidade de futuras reuniões entre interessados e a municipalidade, sem entrar diretamente no mérito do impacto orçamentário da questão.
A postura, porém, incomodou Rodrigo Kriguer, que fez questão de registrar que a pergunta era pertinente e deveria ser tratada naquele momento, justamente durante a discussão da LDO. O presidente destacou ainda que o planejamento orçamentário precisa prever dotações e mecanismos voltados aos fundos especiais ligados ao sistema previdenciário municipal.
Após a insistência, o secretário de Finanças, Rafael Bassi, acabou se manifestando sobre o tema, mas de maneira considerada superficial por parte dos presentes, sem responder objetivamente aos questionamentos apresentados.
Caso a administração realmente pretenda enfrentar a questão previdenciária e atender às demandas dos aposentados e servidores, a peça orçamentária deverá passar por mudanças significativas, inclusive com remanejamentos orçamentários que podem gerar desconforto dentro do próprio planejamento do Executivo.
Vereadores desqualificam pedido considerado mal elaborado e rejeitam Comissão Processante contra Weber Manga


A Câmara Municipal de Votorantim rejeitou, na manhã da última terça-feira (19), o pedido de instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga (Republicanos). A representação havia sido protocolada no último dia 15 pelo munícipe Daniel Kaique de Barros e foi derrubada por 6 votos a 2.
Entre os argumentos apresentados pelos vereadores que votaram contra o recebimento da denúncia estão a falta de sustentação dos fatos apontados no documento e a ausência de documentos pessoais do autor anexados à representação.
Daniel Kaique de Barros atua como assessor do agente político Diego Nalesso, conhecido por utilizar as redes sociais para fazer críticas à atual administração municipal.
A sessão contou com a ausência de dois vereadores, ambos com justificativas apresentadas oficialmente ao Legislativo. Após a votação, a decisão provocou intensa repercussão nas redes sociais, principalmente com manifestações direcionadas aos parlamentares que votaram contra a abertura da Comissão Processante.
Diante da repercussão, esta coluna encaminhou, por meio da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Votorantim, questionamentos individuais aos vereadores, tanto aos que votaram favoravelmente quanto aos que foram contrários à abertura da investigação, solicitando esclarecimentos sobre os motivos de cada posicionamento.

Após a rejeição do pedido de instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga, por 6 votos a 2 na Câmara Municipal de Votorantim, esta coluna encaminhou questionamentos aos vereadores que votaram contra a abertura da investigação, perguntando quais foram os motivos para o posicionamento adotado na sessão da última terça-feira (19).
Um dos primeiros parlamentares a responder foi o vereador Professor Luciano da Camps (Republicanos), que afirmou ter baseado seu voto no parecer jurídico emitido pela Procuradoria da Câmara Municipal e na ausência de elementos considerados essenciais para o prosseguimento da denúncia.
Segundo o vereador, embora qualquer eleitor tenha o direito de protocolar uma representação, é necessário que o pedido apresente fatos concretos e provas consistentes. Luciano destacou ainda que o autor da denúncia, Daniel Kaique de Barros, não anexou o título de eleitor ao documento protocolado, o que, segundo ele, comprometeria a legitimidade da representação.
“O devido processo legal precisa ser respeitado desde o início. A denúncia apresentada se mostrou vaga, sem suporte probatório e baseada apenas em conjecturas”, afirmou o parlamentar.
Professor Luciano também argumentou que as acusações não configurariam, em tese, as condutas previstas no artigo 4º do Decreto-Lei nº 201/1967, legislação que trata das infrações político-administrativas de prefeitos e vereadores.
O vereador ressaltou ainda que a instauração de uma Comissão Processante sem elementos concretos poderia ferir princípios constitucionais, entre eles o da ampla defesa, previsto no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal.
Ao final da manifestação, Luciano da Camps afirmou que continuará exercendo o papel de fiscalização do Executivo, mas defendeu que o trabalho parlamentar deve ocorrer “com responsabilidade, ética e respeito à legalidade”, evitando, segundo ele, “polêmicas voltadas à autopromoção”.
Pastor Luiz Carlos afirma que pedido contra Weber Manga não atendia requisitos legais mínimos

O vereador Pastor Luiz Carlos (PL), que também é advogado, explicou os motivos que o levaram a votar contra a instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga (Republicanos) durante sessão da Câmara Municipal de Votorantim realizada na última terça-feira (19).
Segundo o parlamentar, a população tem o direito de apresentar denúncias e demandas ao Poder Legislativo, porém ressaltou que existem regras legais e processuais que precisam ser respeitadas para garantir a validade dos atos administrativos e jurídicos.
De acordo com Pastor Luiz Carlos, o pedido protocolado pelo munícipe Daniel Kaique de Barros apresentava falhas já nas questões preliminares. “Num processo administrativo ou judicial, os requisitos mínimos precisam ser atendidos, sob pena de nulidade de decisões”, afirmou.
O vereador destacou que o parecer jurídico elaborado pela Procuradoria da Câmara apontou irregularidades ponto por ponto, incluindo suposta afronta ao artigo 5º do Decreto-Lei nº 201/1967, que exige exposição clara dos fatos e indicação das provas para o recebimento de uma denúncia dessa natureza.
Para o parlamentar, abrir uma Comissão Processante sem que os requisitos legais mínimos estejam preenchidos poderia trazer consequências jurídicas e administrativas para o Legislativo. “Movimentar toda a máquina administrativa e jurídica da Câmara para depois, eventualmente, ter o processo encerrado por decisão judicial, não se coaduna com o espírito público que deve nortear o legislador”, argumentou.
Pastor Luiz Carlos também afirmou existir “uma linha tênue entre um pedido com firme propósito de ajudar o Legislativo e interesses pessoais ou políticos”.
O vereador ressaltou ainda que costuma seguir os pareceres jurídicos emitidos pela Procuradoria da Câmara, destacando que esses documentos são elaborados com base técnica e legal. “O parecer jurídico não é uma peça fictícia, mas um estudo do caso, com relatório, fundamentação e dispositivo legal”, concluiu.
Fernando Fernandes defende investigação e diz que gestão precisa esclarecer apontamentos à população

Um dos dois vereadores que votaram favoravelmente à instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga (Republicanos), o vereador Fernando Fernandes (PP) afirmou que existem situações envolvendo a atual administração municipal que precisam ser esclarecidas perante a população de Votorantim.
Em resposta encaminhada à coluna, o parlamentar destacou que seu voto favorável ao recebimento da denúncia foi tomado com responsabilidade e em respeito ao papel fiscalizador do Poder Legislativo.
“Existem situações e apontamentos relacionados à atual gestão que merecem esclarecimentos perante a população. Diante disso, entendi que permitir a continuidade do processo era a decisão mais responsável e coerente com o mandato que exerço”, declarou.
Fernando Fernandes ressaltou ainda que o recebimento do pedido não significaria uma condenação prévia do chefe do Executivo, mas apenas a abertura de um procedimento para análise dos fatos apresentados.
“O recebimento do pedido não representa julgamento antecipado, mas sim a oportunidade para que os fatos sejam devidamente apurados dentro dos princípios legais, com ampla transparência e respeito ao interesse público”, afirmou.
O vereador também reforçou que sua atuação política é pautada pela independência e pelo compromisso com a fiscalização da administração pública. Segundo ele, o papel do parlamentar é garantir transparência e respeito ao dinheiro público.
“Minha posição continua sendo a mesma: independência, responsabilidade e compromisso com Votorantim. Não faço política para agradar governo ou grupos. Faço política para representar quem espera fiscalização, transparência e respeito com o dinheiro público”, concluiu.
Daniel da Farmácia prefere não comentar voto sobre Comissão Processante contra Weber Manga

Em resposta ao questionamento encaminhado por esta coluna, por meio da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Votorantim, o vereador Daniel da Farmácia (PL) informou que prefere não se pronunciar sobre os motivos que o levaram a votar contra a instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga.
Gaguinho defende abertura de investigação e afirma que rejeitar denúncia seria “fechar os olhos” para dever da Câmara

Diferentemente do vereador Daniel da Farmácia (PL), que preferiu não comentar seu voto, o vereador José Antônio de Oliveira, o “Gaguinho” (O Democrata), explicou à coluna os motivos que o levaram a votar favoravelmente à instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga (Republicanos). O parlamentar acompanhou o voto do vereador Fernando Fernandes (PP), sendo um dos dois votos favoráveis à abertura da investigação.
Segundo Gaguinho, o principal papel do vereador, além de legislar, é fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos e o cumprimento das leis. Para ele, a denúncia protocolada apresentava elementos suficientes para permitir o avanço da apuração.
“Quando uma denúncia dessa gravidade chega à Câmara Municipal, acompanhada de indícios que preenchem os requisitos legais, rejeitá-la de plano seria fechar os olhos para a nossa principal obrigação com o município”, afirmou.
O vereador destacou ainda que votar pelo recebimento da denúncia não significa condenação antecipada do prefeito, mas apenas a abertura de um procedimento oficial de investigação.
“Investigar não é condenar. O voto favorável representa apenas a criação de um espaço legal para que os fatos sejam rigorosamente apurados”, explicou.
Gaguinho também ressaltou que a Comissão Processante garantiria ao prefeito Weber Manga amplo direito de defesa e contraditório, respeitando os princípios do devido processo legal.
Outro ponto destacado pelo parlamentar foi a necessidade de transparência na administração pública. Segundo ele, a população tem o direito de acompanhar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades envolvendo a gestão municipal.
“Diante de suspeitas de improbidade, o silêncio ou o arquivamento precoce ferem a confiança que os eleitores depositaram nesta Casa de Leis”, declarou.
Ao final, o vereador afirmou que continuará fiscalizando os atos do Executivo “de forma justa e técnica”, visando a proteção do patrimônio público e o interesse da população de Votorantim.
“Ele não anexa nem os documentos pessoais”, diz Roberto França ao justificar rejeição de denúncia

O líder do governo na Câmara Municipal de Votorantim, vereador Roberto França (PL), afirmou que a representação protocolada pelo munícipe Daniel Kaique de Barros contra o prefeito Weber Manga (Republicanos) não apresentava elementos mínimos para justificar a abertura de uma Comissão Processante.
Em resposta encaminhada à coluna, o parlamentar adotou um tom crítico em relação à forma como a denúncia foi elaborada, destacando a ausência de documentos pessoais do autor e a falta de provas concretas que sustentassem as alegações apresentadas no pedido.
“Ele não anexa nem os documentos pessoais dele. Então, como que você faz uma denúncia e não prova que você é você?”, questionou o vereador.
Segundo Roberto França, a denúncia utilizava expressões como “possível”, “pode ser” e “talvez”, sem apresentar documentos ou elementos comprobatórios capazes de sustentar as acusações feitas contra o chefe do Executivo.
“O ônus da prova é daquele que acusa. Ele não apresentou nenhum tipo de documento pessoal para se identificar e nem qualquer documento que comprovasse ou corroborasse o que foi colocado na denúncia”, afirmou.
O vereador também ressaltou que a decisão da maioria dos parlamentares foi baseada no parecer jurídico emitido pela Procuradoria da Câmara Municipal, que, segundo ele, apontou ausência de fundamento legal para o prosseguimento da representação.
“A procuradora foi muito clara ao afirmar que não havia elementos ou fundamento jurídico para que a Câmara acatasse essa denúncia”, declarou.
Roberto França afirmou ainda que a Câmara agiu dentro da legalidade ao rejeitar e arquivar.
Rogério Lima afirma que denúncia contra Weber Manga era vaga e sem provas mínimas

O vereador Rogério Lima (Republicanos) explicou os motivos que o levaram a votar contra o recebimento do pedido de instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga (Republicanos) durante sessão da Câmara Municipal de Votorantim realizada na última terça-feira (19).
Segundo o parlamentar, sua decisão foi baseada no parecer emitido pela Procuradoria Jurídica da Câmara, que apontou ausência de requisitos legais mínimos para o prosseguimento da denúncia apresentada pelo munícipe Daniel Kaique de Barros.
De acordo com Rogério Lima, o parecer técnico foi claro ao afirmar que a representação possuía caráter vago, genérico e sem provas suficientes para justificar a abertura de uma Comissão Processante.
“O parecer jurídico apontou que não foram apresentados documentos ou elementos concretos capazes de comprovar as acusações feitas”, afirmou o vereador.
O parlamentar também destacou que a denúncia apresentava falhas formais consideradas importantes, entre elas a ausência da cópia do título de eleitor do denunciante, documento exigido pelo Decreto-Lei nº 201/1967 para validação desse tipo de representação.
Outro ponto levantado pelo vereador foi a falta de detalhamento dos fatos narrados no pedido, o que, segundo ele, dificultaria a identificação objetiva de possíveis infrações político-administrativas atribuídas ao prefeito.
“A própria Procuradoria apontou ausência de justa causa e de suporte probatório mínimo para o prosseguimento do pedido”, declarou.
Rogério Lima afirmou ainda que seu posicionamento teve como base o respeito aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório.
“Não seria correto instaurar uma Comissão Processante sem que houvesse fundamentos jurídicos e provas mínimas necessárias para isso”, concluiu o vereador.
“O papel do parlamentar não é decidir com base em pressão política”, diz Ronaldo Camargo sobre voto contra Comissão Processante

O vereador Ronaldo Camargo (PL) afirmou que seu voto contrário à instauração de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga (Republicanos) foi baseado em critérios técnicos e jurídicos apresentados pela Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal de Votorantim.
Segundo o parlamentar, a decisão acompanhou integralmente o Parecer Jurídico nº 30/2026, elaborado pelo corpo jurídico da Casa de Leis. De acordo com o documento citado por Ronaldo, o pedido apresentado não possuía justa causa, carecia de elementos probatórios mínimos e também não apresentava comprovação da legitimidade do requerente, pontos considerados indispensáveis pela legislação para o recebimento da denúncia.
Em nota encaminhada à imprensa, o vereador destacou que o papel do parlamentar não deve ser pautado por “pressão política, narrativas ou opiniões pessoais”, mas sim pelo respeito à legalidade e ao devido processo legal.
“O papel do parlamentar não é decidir com base em pressão política, narrativas ou opiniões pessoais, mas sim observar os critérios técnicos, jurídicos e constitucionais que garantem a seriedade e a segurança dos atos do Poder Legislativo”, declarou.
Ronaldo Camargo também afirmou que sua postura buscou preservar a responsabilidade institucional e o respeito às instituições democráticas. O vereador ressaltou ainda que sua decisão teve como base a manifestação técnica da Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal.
Na sessão realizada na última terça-feira, o pedido de instauração da Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga foi rejeitado pela maioria dos vereadores.
Ausências na votação


A sessão da Câmara Municipal de Votorantim realizada na terça-feira (19), que rejeitou a abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito Weber Manga (Republicanos), contou com a ausência de dois vereadores. Ambos apresentaram justificativas oficiais à Casa de Leis.
A vereadora Lucélia Ferrari (PT) comunicou oficialmente, no último dia 5 de maio, que estaria em Brasília acompanhando o secretário municipal de Saúde, Alan Francisco de Almeida, em audiência no Ministério da Saúde.
Já o vereador Diego da Padaria (Podemos) não participou da sessão após apresentar atestado médico.
A coluna encaminhou questionamentos aos dois parlamentares perguntando qual teria sido o posicionamento de cada um caso estivessem presentes na votação sobre a abertura da Comissão Processante. No entanto, até o fechamento desta edição, ambos não haviam retornado com resposta.
Leandro Soares realiza plenária em Votorantim para fortalecer articulação política regional

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, Leandro Soares (PT), promove no próximo dia 30 de maio, às 9h, uma plenária de organização política em Votorantim. O encontro será realizado no salão da APEVO e deve reunir lideranças políticas, sindicais, comunitárias e representantes de movimentos sociais da cidade e da região.
A atividade integra uma série de plenárias que vêm sendo realizadas em municípios da região com o objetivo de ampliar o debate sobre desenvolvimento regional, geração de empregos, fortalecimento dos serviços públicos e maior representatividade política do interior paulista na Assembleia Legislativa.
Segundo Leandro Soares, a proposta é construir um projeto coletivo voltado às demandas reais da população, com diálogo entre diferentes setores da sociedade e fortalecimento da participação popular nas decisões políticas.
“Nosso objetivo é construir um projeto coletivo, ouvindo as cidades, dialogando com as lideranças e fortalecendo a participação popular. A região precisa voltar a ter voz forte na Assembleia Legislativa para defender os interesses do povo trabalhador e lutar por mais investimentos para o interior”, afirmou.
Durante a plenária, também deverão ser discutidos temas relacionados ao desenvolvimento econômico regional, mobilidade urbana, saúde pública, fortalecimento da indústria, educação, geração de empregos e políticas públicas para Votorantim e cidades vizinhas.
A organização do encontro destaca que a atividade é aberta à participação de lideranças comunitárias, representantes sindicais, movimentos populares e demais interessados no debate sobre o futuro político e econômico da região.
Hamilton Pereira lança livro sobre fascismo e democracia no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba

O ex-deputado estadual e metalúrgico sorocabano Hamilton Pereira lança no próximo dia 27 de maio o livro “Fascismo: o primitivo que volta – A natureza humana e o monstro que habita em seu interior”. O evento será realizado a partir das 18h no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, localizado na Rua Júlio Hanser, 140, no Jardim Faculdade, em Sorocaba.
A obra, que conta com prefácio do ex-ministro José Dirceu, propõe uma reflexão sobre o avanço do fascismo e suas manifestações contemporâneas, debatendo temas como intolerância, autoritarismo, violência política e os desafios da defesa da democracia.
Segundo Hamilton Pereira, o livro nasceu da experiência acumulada ao longo de sua trajetória política, sindical e nas lutas populares. “Quando falamos sobre fascismo, não estamos tratando apenas de um tema do passado. Estamos falando de algo que reaparece quando o ódio, a intolerância, a desumanização e a violência passam a ser naturalizados na sociedade”, afirmou.
Hamilton também destacou que a obra busca estimular o pensamento crítico e o fortalecimento dos valores democráticos. “Nenhuma sociedade se constrói sem solidariedade, organização popular e compromisso com a justiça social”, declarou..
Hamilton Pereira foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1994 e exerceu cinco mandatos na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em 2002, tornou-se o deputado estadual do PT mais votado do Brasil. O ex-parlamentar também presidiu o Conselho de Ética da Alesp e é autor de leis voltadas às áreas de educação, saúde mental e combate à violência nas escolas.
Ex-presidente da Câmara fala em “lei do retorno” após Votorantim voltar às manchetes nacionais

Mais uma vez, Votorantim ganhou destaque nacional por um episódio político. A condenação da ex-prefeita Fabíola Alves da Silva (PSDB) e do ex-vereador Pastor Lilo (MDB) repercutiu em dezenas de veículos de comunicação após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que manteve a cassação dos registros de candidatura e a inelegibilidade dos envolvidos.
O TSE entendeu que houve abuso de poder político e econômico pelo uso de igreja para promoção eleitoral. A decisão foi unânime e rapidamente ocupou espaço nos principais portais do país. Em uma simples pesquisa na internet, a notícia aparece reproduzida em pelo menos 25 veículos diferentes.
Entre eles estão UOL, Poder360, CartaCapital, Consultor Jurídico, G1 e Brasil Paralelo, que destacaram o entendimento da Corte Eleitoral de que a liberdade religiosa não pode servir de escudo para práticas eleitorais irregulares.
Quem não perdeu a oportunidade de comentar o caso foi o ex-presidente da Câmara, Thiago Schiming, que também teve o nome exposto nacionalmente em abril de 2024 após acusação feita por Fabíola Alves de um suposto estupro, fato que nunca foi confirmado.
À coluna, Schiming afirmou acreditar cada vez mais na chamada “lei do retorno”. “Se antes eu não acreditava, agora acredito com convicção”, disse.
Para o ex-presidente da Câmara, Votorantim volta a aparecer nacionalmente de forma negativa. “A mensagem para o Brasil fica cada vez mais clara: usar da religião, do nome de Deus e da fé das pessoas, além de desonesto e pecado, também é crime. Resultado: inelegíveis”, declarou.
Fabíola Alves e Pastor Lilo afirmaram que irão recorrer da decisão.

A Secretaria Municipal de Esportes de Votorantim passa a contar com o reforço de Marcus Sequeira.
Marcus deixa a atuação na EPA da Vila Nova para retornar à área esportiva, considerada sua principal vocação profissional. Formado em Educação Física e Pedagogia, ele também possui pós-graduação em Personal Training e Atividades Físicas para Idosos e Gestantes, além de trajetória ligada ao esporte e às artes marciais, sendo faixa-preta 3º Dan de Jiu-Jitsu.
Sua experiência no setor público teve início em 2017, quando atuou como estagiário na própria Secretaria Municipal de Esportes, participando de projetos e ações voltadas ao incentivo da prática esportiva. Em 2018, passou a exercer a função de chefe de gabinete na Câmara Municipal, permanecendo no cargo até dezembro de 2023.
Nas eleições municipais mais recentes, Marcus Sequeira disputou uma vaga no Legislativo pelo Podemos, obtendo 578 votos e ficando como terceiro suplente da legenda.
Com o retorno à Secretaria de Esportes, a administração municipal reforça a equipe responsável pelo desenvolvimento de atividades esportivas, projetos comunitários e ações de incentivo à prática de atividades físicas no município.





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