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Votorantim,24/08/2026

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    TV Votorantim e Gazeta de Votorantim participam de curso sobre cobertura da violência contra a mulher


    TV Votorantim e Gazeta de Votorantim participam de curso sobre cobertura da violência contra a mulher Divulgação

    A TV Votorantim, a Gazeta de Votorantim e a Rádio Votorantim participaram, no dia 17, do primeiro curso “Cobertura jornalística de casos de violência contra mulheres e feminicídios”. Os veículos foram representados pelos jornalistas Celso Prado, Luciana Lopez e Werinton Kermes, respectivamente.

    Promovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), pela Escola Paulista da Magistratura (EPM), pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comesp) e pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a formação reuniu cerca de 50 profissionais da imprensa. Entre os participantes estavam representantes da Rede Globo, GloboNews, Record, Band e de outros veículos de comunicação.

    O presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, e o diretor da EPM, desembargador Ricardo Cunha Chimenti, estiveram presentes. A programação também contou com a participação da coordenadora da Comesp, desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva, e da vice-coordenadora do órgão, desembargadora Maria de Fátima dos Santos Gomes.

    O curso procurou conscientizar os jornalistas sobre o uso responsável de palavras, títulos, imagens e informações. Uma abordagem inadequada pode revitimizar a mulher, reforçar preconceitos, minimizar a responsabilidade do agressor ou estimular a repetição de condutas violentas.

    A juíza Teresa Cristina Cabral Santana abordou conceitos de gênero, estereótipos e aspectos da Lei Maria da Penha. Já a juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Luciana Lopes Rocha, falou sobre o chamado efeito imitativo, que pode ocorrer quando feminicídios recebem exposição excessiva, detalhamento do método, romantização ou tentativa de justificar o crime.

    A jornalista e gerente do Instituto AzMina, Mari Leal, discutiu o papel social da imprensa e os desafios enfrentados pelos profissionais na cobertura de casos de violência contra as mulheres.

    Celso Prado destacou que a televisão precisa ter cuidado especial com imagens e informações que possam expor as vítimas. “Além de relatar o fato, precisamos contextualizar a violência e deixar claro que a responsabilidade é sempre do agressor”, afirmou.

    Luciana Lopez enfatizou o papel social dos meios de comunicação locais. “A imprensa pode ajudar uma mulher a reconhecer a violência e procurar auxílio. Precisamos informar com precisão, divulgar os canais de denúncia e evitar qualquer tentativa de justificar o agressor. A EPM está de parabéns por promover uma formação que pode ajudar a salvar vidas”, disse.

    O encontro terminou com análise de casos e esclarecimento de dúvidas. Para os representantes de Votorantim, a formação reforçou a necessidade de atualização permanente para que o jornalismo cumpra seu papel de informar sem expor, culpar ou revitimizar mulheres.

     




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