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Votorantim,19/05/2026

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    A oposição silente e a falência moral do Legislativo votorantinense


     A oposição silente e a falência moral do Legislativo votorantinense

    Por Fernando Grecco

     

    A democracia representativa sucumbe quando o Poder Legislativo abdica de sua função fiscalizatória e se converte em mera extensão protocolar do Executivo. Em Votorantim, o que se observa é justamente essa perigosa erosão institucional: uma Câmara Municipal anestesiada, complacente e politicamente leniente diante de sucessivas denúncias, suspeitas de licitações nebulosas e reiterados indícios de irregularidades administrativas que deveriam, minimamente, ensejar investigações rigorosas, audiências públicas e fiscalização permanente. Entretanto, o que predomina é um silêncio constrangedor, quase cúmplice, incompatível com o dever constitucional dos vereadores.

    A omissão parlamentar tornou-se tão evidente que já ultrapassa os limites da conveniência política e adentra o terreno da irresponsabilidade institucional. O vereador não é mero homologador de vontades do Executivo; sua missão precípua é fiscalizar atos administrativos, proteger o erário e representar os interesses da coletividade. Quando parlamentares ignoram denúncias graves, evitam questionamentos incisivos e se refugiam em discursos genéricos de governabilidade, acabam por esvaziar a própria essência republicana do mandato popular. Platão já advertia, em “A República”, que “o preço da omissão diante da política é ser governado pelos piores homens”. A frase ecoa com inquietante atualidade no cenário local.

    Enquanto a quase totalidade da Câmara parece acomodada em uma confortável zona de inércia política, um nome tem se destacado nas ruas, nos órgãos de controle e no debate público: Jhonny Vasque. Mesmo sem ocupar cadeira no Legislativo, Jhonny tem desempenhado, na prática, o papel que muitos vereadores abandonaram. Protocolos em órgãos fiscalizadores, denúncias fundamentadas, cobranças públicas e posicionamentos firmes demonstram uma atuação política pautada por coragem institucional e compromisso com a transparência administrativa. Em tempos de apatia legislativa, sua postura tem simbolizado resistência democrática.

    Não surpreende, portanto, que o nome de Jhonny Vasque venha ganhando crescente credibilidade popular e consolidando-se como forte candidato à vereança na próxima legislatura. O eleitor contemporâneo já não se contenta apenas com figuras ornamentais, discursos protocolares ou parlamentares de gabinete; deseja agentes públicos combativos, tecnicamente preparados e moralmente comprometidos com o interesse coletivo. A ascensão de lideranças independentes é consequência direta da falência ética daqueles que deveriam exercer oposição responsável, mas preferem a conveniência política à vigilância republicana.

    A história política demonstra que parlamentos submissos jamais produziram sociedades fortes. Quando vereadores renunciam à independência institucional, quem perde é toda a população. Votorantim necessita urgentemente resgatar o espírito crítico, a

    fiscalização séria e o verdadeiro equilíbrio entre os Poderes. Caso contrário, continuará refém de uma Câmara que observa passivamente os acontecimentos enquanto poucos cidadãos, fora do aparato oficial, assumem o ônus de defender a transparência, a moralidade administrativa e o interesse público.

     

    *Fernando Grecco é empresário

    (Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do jornal)




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