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Votorantim,28/08/2026

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    No interior paulista vôlei sentado transforma limites em possibilidades

    Programa recebe apoio do Instituto Adimax, sendo uma ferramenta de inclusão social

    Fonte: Assessoria de imprensa
    No interior paulista vôlei sentado transforma limites em possibilidades Divulgação

      Aos cinco anos de idade, Jussara Carriel perdeu parte do braço direito em um acidente. Mas o que poderia representar uma limitação, tornou-se o início de uma trajetória marcada pela superação. Hoje, aos 40 anos, casada e funcionária de uma siderúrgica, ela também é atleta da Associação Sorocabana de Desporto Adaptado (ASDA), onde encontrou no vôlei sentado muito mais do que uma modalidade esportiva:

      “Desde que perdi o braço tive de aprender a lidar com desafios diários, mas foi no esporte que descobri uma força que não sabia que tinha. No esporte a deficiência não nos define, é apenas uma parte de quem somos”, reflete.

        A história de Jussara é uma das muitas transformadas pelo Programa Paradesporto, do Instituto Adimax, iniciativa que apoia entidades dedicadas ao desenvolvimento do esporte adaptado em diferentes regiões do país. Entre elas está a ASDA, referência em Sorocaba na promoção da inclusão por meio    do esporte para pessoas com deficiência.

        Para Edmilson Bueno, responsável pelo Programa Paradesporto do Instituto Adimax, o esporte é uma importante ferramenta de transformação social. “O paradesporto tira as pessoas de casa, desafia as próprias habilidades, além de ajudar a criar conexões reais”.

       Na ASDA, o vôlei sentado é desenvolvido em dois eixos: participação social e alto rendimento. Atualmente, a modalidade atende 35 atletas. O Núcleo Ativa Vida, realizado em parceria com o Sesc Sorocaba, reúne 13 participantes em um ambiente voltado à iniciação esportiva, priorizando o desenvolvimento motor, a promoção da saúde, a convivência e a autonomia. Já as equipes feminina e masculina de alto rendimento, com 22 atletas, representam a associação em competições oficiais, levando o nome de Sorocaba para torneios estaduais e nacionais. “Essa divisão é importante para que as pessoas saibam que o esporte é para todos. O esporte é inclusão. É identificação”, afirma Adilson Nunes, o “Dinho”, atual presidente da ASDA.

        O vôlei sentado é uma modalidade paralímpica praticada por pessoas com deficiência física ou relacionada à locomoção. O esporte mantém grande parte das regras do voleibol convencional, mas apresenta adaptações que tornam o jogo ainda mais dinâmico. A quadra é menor, a rede fica mais baixa e os atletas precisam manter parte do tronco em contato com o solo durante as jogadas. Com seis jogadores de cada lado, as partidas exigem velocidade de raciocínio, trabalho em equipe, estratégia e grande capacidade de deslocamento utilizando os braços e o quadril, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

        Além do aspecto competitivo, a modalidade proporciona benefícios físicos, emocionais e sociais. A prática contribui para o fortalecimento muscular, melhora da coordenação motora, do condicionamento físico e da mobilidade, ao mesmo tempo em que fortalece a autoestima, amplia a autonomia e estimula o convívio social.

    “Cada treino me ensina sobre disciplina, resiliência e trabalho em equipe, provando que podemos ir muito além dos nossos limites físicos”, afirma Jussara.

         Ao longo da trajetória, ela viu sua autoestima crescer e sua qualidade de vida melhorar. Mais do que competir, passou a representar sua equipe com orgulho e responsabilidade, tornando-se inspiração para outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes. “O vôlei sentado entrou na minha vida muito mais do que como um esporte. Ele se tornou um caminho de superação, pertencimento e transformação.”


    Sobre o Instituto Adimax




    Localizada em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, a sede conta com uma estrutura completa. São 15 mil metros quadrados, com maternidade, canil, clínica veterinária, centro cirúrgico, área de soltura, lazer e treinamento, prédio administrativo e hotel para receber futuras pessoas com deficiência visual que receberão os cães-guias, e uma equipe multidisciplinar, distribuída nas áreas de saúde e bem-estar, equipe técnica, administrativo, relações institucionais, assistência social, responsabilidade social e operacionais, totalizando 53 colaboradores.

     O propósito do Instituto é apoiar a inclusão de pessoas com deficiência ou em situação de vulnerabilidade e o bem-estar animal.


    Antes de chegarem ao seu destino, os cães são acolhidos por famílias voluntárias onde ficam pelo período de um ano. O papel dos socializadores é expor os animais às mais diversas situações do cotidiano, para promover seu desenvolvimento e acostumá-los à rotina. Além, é claro, de dar a eles tempo e amor. Depois desse período, os cães voltam para o instituto e ficam entre 4 e 6 meses em treinamento. Após formados, poderão ser doados para dar início a missão: transformar a vida de pessoas com deficiência visual.

    Além do Programa Cão de Assistência, o Instituto conta com outros 10 programas sociais que tem como finalidade a inclusão social e cuidado de pessoas em vulnerabilidade.


    A entrega do cão guia é feita de forma totalmente gratuita aos candidatos que preencham os requisitos do Programa. A inscrição é feita diretamente no site: www.institutoadimax.org.br na aba cão guia.  






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